SP: Convenção leva 500 malabaristas a campinas

O Brasil dos malabares. Pelo décimo ano seguido, artistas do equilíbrio de todo país encontram-se num evento dedicado inteiramente a eles.
É a Convenção Brasileira de Malabares e Circo, que chega a sua décima edição entre 30 de outubro e 2 de novembro, na Faculdade de Educação Física da Unicamp. “Trata-se do maior evento artístico do sgemento circense no Brasil”, conta o professor Marco Borltoleto, coordenador geral do evento.
Participam da convenção desde malabaristas amadores até artistas profissionais. “Infelizmente, o espaço tem uma lotação e não podemos abrir as atividades para o restante da população, que com certeza iria adorar”, diz Bortoleto.

Convenção comemora décimo aniversário
Só para se ter uma idéia da grandiosidade do encontro, estão representados 16 dos 276 estados brasileiros. Além disso, atraiu participantes outros nove países: Bélgica, Dinamarca, França, Espanha, Peru, Venezuela, Argentina, Uruguai e Colômbia.
- Estávamos aguardando 400 convencionistas, mas até o momento já chegaram mais de 500 – disse o coordenador, na tarde do primeiro dia do evento.
A Convenção começou nesta quinta-feira (30/10) à tarde, quando houve shows e oficinas para crianças da rede pública de ensino. À noite, ocorreu um espetáculo de fogo no teatro arena da universidade.
Ele próprio malabarista desde 1998, o professor Bortoleto explica que “são oferecidos 38 cursos, desde malabares simples até monociclos, tecido, corda lisa, mastro chinês, cama elástica”.

Praticantes no ginásio da Unicamp
Também estão previstas 30 provas competitivas de malabares e o lançamento de oito livros na área, além de mais dois espetáculos do fogo, nas noites de hoje e sábado. Confira a programação completa.
Neste sábado, das 9h às 12h, os malabares tomam a Rua 13 de Maio (centro de Campinas) num cortejo público.
Entre os convidados ilustres da Convenção, estão Sebastian Gerer e Marco Paoletti, listados entre os 20 melhores malabaristas da atualidade; Marcos Casuo, o palhaço Cupim, ex-integrante do espetáculo Alegria do Cirque du Soleil; Donald Lehn, diretor da Escola de Circo de Madrid; e Delisier Silva, professora da Escola Nacional de Circo (RJ) e uma das maiores autoridades no ensino das técnicas circenses no Brasil.
Leia um trecho da entrevista que fiz com Marco Bortoleto, sobre a Convenção Brasileira de Malabares e Circo:
De todas essas atividades da Convenção, qual a mais importante de todas?
É justamente a coisa mais simples: é o pessoal estar junto fazendo malabares, conhecer um ao outro, compartilhar técnicas. Na Convenção, estão reunidos desde amadores até estrelas da área. Todos têm a possibilidade conhecerem novas formas, trocar, aprenderem.

Convenção reúne malabaristas
amadores e profissionais
E o que significa para o universo dos malabares no Brasil a Convenção completar 10 anos?
Essa é a única convenção nacional de malabaristas do país.Completar dez anos significa um salto qualitativo muito importante. A primeira era muito simples, tinha uma estrutura pequena. Agora conseguimos oferecer mais conforto e reunir mais gente, inclusive muitos malabaristas com bastante nível e experiência.
Quais as principais conseqüências para o malabarismo no Brasil?
A Convenção forma gente, estimula pessoas que nunca fizeram malabarismo a começarem, faz com que a sociedade veja novas possibilidades para essa arte. Gera conhecimento, o conhecimento melhoria na performance de cada um e, conseqüentemente, produto melhor, o que leva a melhor qualidade de vida para os artistas.
Também discutimos com criar e gerir associações, como possibilitarmos um suporte mútuo e como gerar renda para os artistas.
Tem uma idéia do perfil dos malabaristas no Brasil?
Na convenção do ano passado, fizemos um estudo que está em estágio final com cerca de 25% dos malabaristas. Descobrimos que é uma classe muito heterogênea. Temos jovens que fazem por lazer; praticantes mais velhos; pessoas que pretendem ser artistas profissionais etc.
Descobrimos também uma coisa interessante: a maioria já procurou um curso, uma escola, o que indica uma visão que o aperfeiçoamento da arte vem através de muito trabalho e estudo.
Você saberia dizer quando chegou o primeiro malabares no Brasil?
Dizem os estudos que no final do século XVIII, lá pelos anos 1780, 1800. Ao que tudo indica, veio junto com o circo, através de famílias européias, que migraram para várias regiões do Brasil.
Fotos: Palco de Rua (1 - foto abertura IX Convenção Brasileira de Malabares e Circo), Acervo X Convençãod e Malabares e Circo/ FEF, UNICAMP (2, 3, 4).















