Festival Rec-Beat reúne Pernambuco e América Latina em SP
Há 14 anos, o Festival Rec-Beat leva ao limite o ideal de Carnaval Multicultural da cidade do Recife. Festival independente, leva todo ano à capital pernambucana, sempre no período do carnaval, as mais variadas novidades musicais do Brasil e de países da América Latina.
A primeira edição do Festival Recbeat foi num pequeno bar em Olinda, chamado Oficina Mecânica, que funcionava no Pina, com uma “filial” em Olinda, naquele ano. Bandas como Eddie, Paulo Francis Vai Pro Céu e Dreadful Boys estavam lá. A empreitada deu certo e chamou a atenção do público que passava a ir para a noite de Carnaval em Olinda para conferir essas bandas.
No ano passado, o Blog das Ruas entrevistou Pedro Bayeux, autor de dois vídeos sobre o Festival.
Em 2009, o festival inova novamente e realiza uma edição especial em São Paulo. O Rec-Beat.SP leva ao Sesc Pompéia bandas pernambucanas e latinas em três dias de apresentações, de hoje a sábado.
É uma pena que, em São Paulo, o festival não seja de graça, como sua versão recifense. Ainda assim, os preços cobrados (R$ 20,00, a inteira) são bastante possíveis.
São duas apresentações por noite, sempre com os artistas de Pernambuco fazendo o primeiro show e as atrações internacionais encerrando a noite. Da terra de Chico Science, sobem ao palco a dupla recifense Júlia Says cujo som se situa entre o rock e a música eletrônica; a cantora, DJ e artista plástica Catarina Dee Jah, que mistura dub, disco music, ritmos eletrônicos, gafieira e brega; e o já bastante conhecido DJ Dolores.
Os estrangeiros são: Desorden Público (Venezuela); Bomba Estéreo (Colômbia) e Original Hamster (Chile). Considerado por muitos o melhor show do festival em Pernambuco, o ska do Desorden Público levou o público a dançar freneticamente.
Os colombianos do Bomba Estéreo também possuem apresentações ao vivo bem energéticas, misturando música e imagem.
Já o chileno Vicente Sanfuentes (Original Hamster) compartilha de muitas das influências do DJ Dolores, artista com quem divide a última noite. Brincando com os estilos musicais, Hamster faz da imprevisibilidade a marca de suas apresentações ao vivo.
Essa é uma pequena amostra do Rec-Beat, festival que acrescentou mais diversão, irreverência e originalidade ao carnaval do Recife. E que todo ano dá um jeito de surpreender novamente o público que participa da folia pernambucana.
(Fotos: divulgacao/ Festival Rec-Beat)



