Protesto brasileiro chama atenção nas ruas de Viena
Um protesto contra a ameaça de desapropriação de moradores da Vila Brandão, ocupação encravada há 69 anos na área mais nobre de Salvador, foi parar em Viena (Áustria).
No último sábado (28/3), durante uma manifestação da sociedade civil, realizada por mais de 230 ONGs contra a especulação internacional, lá estava ela, uma faixa branca que dizia: “Viva Vila Brandão! No to expropriations in Salvador/ Brazil”. (”Viva Vila Brandão! Não à desapropriação em Salvador/ Brasil”).
Repetidamente, ao longo dos anos, a comunidade da Vila Brandão tem convivido com ameaças. Além de várias tentativas de remoção por parte do poder público, já foi alvo de ações criminosas como incêndios provocados, cuja origem muitos moradores atribuem a grandes grupos imobiliários.
Segundo os membros da comunidade, que apesar de pagarem IPTU praticamente não recebem serviços básicos como coleta de lixo, a Vila Brandão, além de bem localizada (no final da ladeira da barra, em frente à Baía de Todos os Santos), seria “um dos bairros com o menor índice de criminalidade de Salvador”.
O decreto de desapropriação do terreno onde está a Vila Brandão foi publicado no Diário Oficial do Município no dia 20 deste mês e faz parte dos planos do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) para reformulação da orla da capital baiana.
Desde então, os moradores da ocupação - constituída, pelos próprios cálculos, por 200 casas e 350 famílias - têm mobilizado parte da população soteropolitana e de outros locais no país e no exterior para pressionar o governo municipal contra a medida.
Dentre as ações, um abaixo-assinado contra a desapropriação circula na internet, atualmente com 431 assinaturas.
Chama a atenção a articulação internacional da mobilização, que pode ser explicada pela grande quantidade de estrangeiros habitando a Vila Brandão. Com texto bilíngue (inglês e português), o abaixo-assinado tem várias assinaturas de fora do país.
No domingo, a comunidade da Vila Brandão realizou um ato público em que reuniu pessoas favoráveis a sua permanência no local. Os visitantes passaram todo o dia lá, com direito a “visita guiada” em que ouviam a história do local, refeições, banho de mar, rodas de samba e capoeira e até mesmo uma pelada no campinho do bairro.
(imagens: Blog Casa Matria [1] e Blog Vila Brandão [2, 3, 4])




SO FALTAVA ESSA, ESTRANGEIROS SE METEREM EM ASSUNTOS DO BRASIL, VAI FAZER PROTESTO NA TERRA DELES PRA VER O QUE ACONTECE COM VOCE.
Comentário por jose — 31 de março de 2009 @ 12:42
Esse prefeitimho não se envergonha ? Ou não tem vergonha! É facio em nome da canalhice politica que virou um balcão de negocio.Trair seu país seu povo. EM NOME DESSAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS QUE ESTA TIRANDO A PAZ DO SER HUMANO. FALTA UM POUCO DE TERRORISTA , PARA EQUILIBRAR O JOGO.
ver se me entende!
Comentário por SEBASTIÃO VIANA — 31 de março de 2009 @ 13:16
O problema é que as “invasões” vão acontecendo e não há fiscalização. Depois de muito tempo pensa-se em desapropriar e já é tarde mais. Tanto as pessoas que “invadiram” o local quanto o governo tem culpa da situação. Portanto devem encontrar uma terceira alternativa para a resolução do problema. Mas vai lá, fazer protesto no exterior para chamar a atenção, como esses tivessem algum poder de influência, particularmente acho ridiculo.
Comentário por Alessandro — 31 de março de 2009 @ 13:23
O povo brasileiro não tem jeito mesmo…
Constroem em local impróprio, sem planejamento, sem infraestrutura e depois reclamam que a culpa é do estado. Isso ocorre na Bahia, Rio, São Paulo e em qualquer vila ou favela do país.
E estes ignorantes mal sabem escrever também…. o que seria “facio” Sr. Sebastião?
Estas mesmas organizações que tanto acusam, são as responsáveis por gerar emprego, renda, infraestrutura. Espero que mais prefeituras, estados e o próprio governo federal parem de passar a mão na cabeça dessa gente que não quer o progresso do país…só quer ficar na vadiagem esperando bolsa-esmola…
Comentário por Rafael — 31 de março de 2009 @ 13:30
Estes que protestaram na Austria deve ter sido brasileiros. Como no Brasil (pelo menos em Salvador) protesto não funciona e no exterior aparece na internet (o que prova é essa notícia) acho que fizeram certo.
Comentário por Maria — 31 de março de 2009 @ 13:36
Era só o que faltava: estrangeiro invadindo e construindo casa em favela aqui no Brasil. Eles não tem o que fazer não? PQP. Eu quero ver eles construirem esse barracos em alguma encosta de qualquer cidade da Europa.
Aquilo ali é ocupacão ilegal, favela e não “Comunidade”. Tem que tirar esses vagabundo dali mesmo. Parabens ao prefeito.
Comentário por dvf — 31 de março de 2009 @ 13:47
Se eu ganhasse R$1,00 por cada erro ortográfico que encontro na internet SEBASTIÃO VIANA teria pago minhas contas desse mês: “prefeitimho”, “facio”. Eu acho que mais importante do que a Vila Brandão é melhor a qualidade do ensino em nossas escolas.
Comentário por Fernando Bono — 31 de março de 2009 @ 14:10
Por essas e outra que o SUL é meu p.
Comentário por Joao Verdade — 31 de março de 2009 @ 14:16
por essas e outras que o SUL é meu p
Comentário por Joao Verdade — 31 de março de 2009 @ 14:16
É muito blá blá blá para pouca coisa, em comparação a população que vive nas ruas em baixo de viadutos etc…..e nada é feito , as faixas no exterior deveriam informar isto, para ver se muda alguma coisa aqui na nossa terrinha.
Comentário por ANITA DOS SANTOS — 31 de março de 2009 @ 14:38
Depois da instalação da população que já vive há muito tempo no local, séria bem melhor o prefeito ajudar os habitantes da Vila Brandão a reconstruir e melhorar o local doando materiais para construção que em regime de mutirão com a orientação de profissionais, poderiam reconstruir e melhorar a Vila, para um futuro melhor dos que lá vivem. Amo a Bahia, embora tenha nascido em S.Paulo, tenho sangue Baiano e não quero ver meu povo sofrendo e parte do nosso Pais sendo vendido para estrangeiros, se Deus quiser ainda vou conhecer a BAHIA.
Comentário por Jair P. Santos — 31 de março de 2009 @ 14:59
Infelizmente invadido é invadido. Servem-se de unas vistas maravilhosas e é pena terem que sair de suas casas e de um lugar maravilhoso desse e bem localizado, praticamente no centro de Salvador. Mas a justiça tem que ser feita e em Salvador como quase em todo o Brasil é muito difícil controlar esta situação depois de tantos anos de invasões. A solução correta é remanejar as famílias oferecendo-as casas socias e não delajojá-las. Mas entendo perfeitamente a dor de ter que deixar o que se ama. Neste caso a casa e a localização.
Comentário por Cíntia — 31 de março de 2009 @ 15:20