Terra Magazine

14 de maio de 2009

“É uma violência!”, diz historiador baiano sobre possível desapropriação

O prefeito de Salvador, João Henrique
O prefeito de Salvador, João Henrique

O historiador Antonio Guerreiro de Freitas considera “uma violência” a possível desapropriação de uma área de 324 mil metros quadrados na orla da Cidade Baixa, em Salvador.

No dia 19 de março, o prefeito da cidade, João Henrique Carneiro (PMDB) assinou um decreto tornando a área “de interesse público para fins de desapropriação”.

Pouco divulgado, o decreto vem agora sendo discutido por muitas personalidades baianas, inclusive o governador Jaques Wagner (PT), que o considerou “estranho”. Chama atenção o fato do decreto não ser acompanhado de um projeto para a área que, de acordo com a prefeitura, só deve sair em outubro.

- Isso é uma violência! É chocante! Como é que ele pode fazer isso, ignorando a história da cidade, as vivências dos bairros? Aquela região tem uma dinâmica própria, que precisa ser considerada - diz o historiador e membro do Conselho Estadual de Cultura.

Segundo Antonio Guerreiro, a região onde devem ocorrer as desapropriações “é uma área de extrema importância para a formação da cidade”. Uma intervenção descuidada poderia, portanto, gerar danos ao patrimônio histórico do município.

“Era por ali que as pessoas chegavam na cidade. Era lá que havia a rodoviária da cidade, o porto. Era por ali que Salvador se comunicava com o Recôncavo Baiano e com o mundo”, afirma Guerreiro.

O historiador ressalta a necessidade de se debater o projeto para a região com a sociedade.

- Não digo que você tem que debater tudo. Mas você não pode promover uma intervenção tão grande sem consultar a população. Não pode fazer isso sem um debate, sem um projeto. É só limpar aquela região? É só destruir? E quem vai financiar? Quem vai financiar a destruição? E quem vai financiar a novidade, quando ela vier? - reage, exaltado.

O presidente do Conselho de Cultura da Bahia concorda com Guerreiro. Professor e pesquisador em cultura, Albino Rubim considera o decreto “um negócio descabido”.

- É uma coisa no escuro. Uma atitude anti-democrática, desapropriar toda aquela região sem um plano, sem algo que as pessoas possam discutir, avaliar - afirma Rubim.

Segundo o professor, o Conselho de Cultura deve participar dessa discussão, já que a eventual desapropriação implica num impacto sobre a capital baiana.

- Cabe entrar (na discussão), porque interfere na concepção urbana de Salvador. O Conselho trabalha com uma concepção ampla de cultura - conclui o presidente do Conselho.

(Foto: Lúcio Távora/Ag. A Tarde - Futura Press)

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34 Comentários »

  1. Violencia é deixar aquela parte da cidade largada e abandonada…..um lixo ! Acho que pessoas como esse historiador deveriam ser mais construtivos ao invés de quererem aparecer !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Comentário por mauricio — 14 de maio de 2009 @ 15:57

  2. Violência é dixar aquela sujeira em pé.Se bem que,com mais alguma chuva tudo cai.Esses STF(sem ter o que fazer) ficam esperneando para ganharem espaço.

    Comentário por Marques — 14 de maio de 2009 @ 16:05

  3. Mauricio: Esse espaço de discussão não é para cretinos como você. Onde você diz “largada” e abandonada” moram milhares de pessoas, ô cretino. A prefeitura, o poder público, é quem deixa os lugares “largados” e depois, com essa desculpa, joga os moradores numa periferia ainda mais longe para que os empreiteiros possam fazer seu dinheiro fácil. O que você propõe? Desapropriar e pagar as pessoas com precatórios que jamais serão pagos, porque a prefeitura é falida, quebrada exatamente por picaretagens iguais em outros tempos? É isso, ô cretino? E faz o quê com milhares de moradores, ô cretino? Enfileira todos na Boa Viagem e mata todos por afogamento? Os empresários que te pagam pra escrever essa asneira -se é que você não é um deles- deveriam escolher um capanga menos cretino. Ou você acha que esse argumento medíocre resistirá diante de quem tenha um mínimo de licidez? São escrotos como você que tornam nossa cidade “largada” e “abandonada”, seu cretino.

    Comentário por ricardo — 14 de maio de 2009 @ 16:08

  4. Entrevistar o pai é dose…

    Comentário por João — 14 de maio de 2009 @ 16:30

  5. Quem conhece a historia e a cultura de salvador com certeza é contra esse assalto a memoria de uma cidade .

    Quando vi a materia a respeito da desapropiaçao, a primeira coisa que me veio a memoria foi um grande romance escrito por um ilustre bahiano.

    Trata-se do livro Capitaes de Areia, de Jorge Amado, nesse livro o autor retrata a vida dos meninos de rua que viviam na cidade baixa no inicio do seculo xx, boa parte desse romance tem como cenario a cidade baixa.

    É òbvio que para cada um de nós existe uma lembrança, uma aventura ou até mesmo uma decepção relacionada à aquela parte da cidade.

    Más acima de qualquer opnião sobre esse debate, ou dos problemas relacionados a essa parte da cidade, sendo esses problemas de inteira responsabilidades ou nao do poder publico, eu acredito que deva prevalecer a historia de um povo.

    ( um povo sem historia é um povo sem futuro )

    Exelentissimo prefeito, antes mesmo do senhor existir , essa parte da cidade ja estava ali e tinha seus problemas sociais e sua beleza, se for por falta de informação procure ler mais sobre sua cidade, sua cultura e sua historia e com certeza o senhor vai administra-la melhor e de gancho vai adquirir um pouco mais de cultura, que sempre é muito bem vinda a todos nós.

    Comentário por Rui — 14 de maio de 2009 @ 16:31

  6. E o comentário de Ricardo mostra bem o espírito do PT baiano: “Esse espaço de discussão não é para você. Ou seja, não é para discussão”.

    Comentário por João — 14 de maio de 2009 @ 16:32

  7. Antes de fazer qualquer projeto de desapropriação, o Sr. Prefeito deveria por em dia suas contas e pagar as centenas de empresas fornecedoras que não recebem seu dinheiro, e por conta do descaso dessa administração estão passando por dificuldades principalmente agora com esta crise financeira, para estes a Prefeitura usa várias desculpas como a Dengue as Chuvas e outras quando se dignam a atender. Agora de quem será o interesse em desapropriar uma área tão grande e tão bem localizada, quanto vale e quanto estariam dispostos a desembolsar ou a embolsar.

    Comentário por Donizetti — 14 de maio de 2009 @ 17:08

  8. O problema do ” Maurício” é que aquilo não é argumento. É encomenda. E o “João” poderia nos explicar o que tem a ver “PT baiano” com isso. Trata-se da destruição de uma cidade e essa argumentação é ridícula, tentativa tão banal quanto a do “Maurício” de politizar uma questão. Não é política, meu irmão, é decência. Que o PT não tem e vocês do pefelê e da gtrana alheia também não.

    Comentário por Abelardo — 14 de maio de 2009 @ 17:08

  9. UMA SOCIEDADE DE CARNEIROS ACABA POR GERAR UM GOVERNO DE LOBOS

    Comentário por titi — 14 de maio de 2009 @ 17:10

  10. EN TODA ESSA DISCUÇAO A UNICA CERTEZA QUE EXISTE EZ QUE

    SE FOSSE ALGO BOM PARA A POPULAÇAO COM CERTEZA O PREFEITO AGIRIA AS CLARAS

    Comentário por titi — 14 de maio de 2009 @ 17:14

  11. Acho que o que faltou ,é exatamente o que está acontecendo: discussão do problema. Este é o principio da democracia que não foi seguido pelo prefeito.
    Não concordo com a “saida” encontrada por ele. Acho que colocar abaixo os imóveis não é a solução mas creio que a população e os proprietários dos imóveis e negócios assim como o poder público resposável pelos imóveis tombados deveriam participar da discussão. Afinal a prefeitura não é de participação popular?
    Será que temos aí uma decisão que não será executada mas será usada na próxima campanha eleitoral ?

    Comentário por Maria — 14 de maio de 2009 @ 17:23

  12. O prefeito de Salvador é um sem-noção, como não consegue enxergar um palmo diante do nariz não consegue perceber as especificidades da cidade. A cidade baixa realmente está abandonada, por este prefeito e pelo seu antecessor Antônio Imbassahy, precisando de intervenção urgentemente, tomara que João Henrique não faça as mesmas besteiras que fez na orla da cidade.

    Comentário por Elder — 14 de maio de 2009 @ 17:34

  13. Acima da quebra de braço político, está a questão cultural, a condição social e a “convicção” religiosa. Estamos colhendo os frutos da última “semeadura”.

    Comentário por Renato — 14 de maio de 2009 @ 17:46

  14. Se for com o propósito de melhorar a imagem da nossa cidade e torná-la mais higiênica, sou totalmente a favor desde que a população residente seja compensada justamente. Já está na hora de fazermos um esforço para demolir estas construções arcaicas. Acredito que a maioria das velhas construções que dizem ser patrimônio da humanidade não passa de bagulhos, verdadeiros cacetes armados que enfeiam a nossa cidade e oferece perigo de desabamento além de serem focos de doenças.

    Comentário por Josué — 14 de maio de 2009 @ 17:57

  15. Eu acho que a população tem que ficar apar da situação.

    Comentário por Leandro — 14 de maio de 2009 @ 18:06

  16. acho que um projeto como este deveria convocar toda sociedade para descutir pois se trata de um patrimonio nosso e não pode ser desapropieado sem antes envolver as pessoas principalmente os moradores daquela região

    Comentário por expedito — 14 de maio de 2009 @ 18:06

  17. esse idiota desse marques ai ñ sabe de nada vai cair seus dentes podres idiotas e vc c a chuva,eles tem q melhorar sim,muitas outras coisas ,saúde,educação,as robalheiras todas q existe no país,etc…esse marques é um babaca…

    Comentário por junior — 14 de maio de 2009 @ 18:11

  18. É realmente estranho da forma que está sendo feita. Mas que aquela área da cidade precisa sofrer uma intervenção precisa. Em qualquer país do primeiro mundo alí seria úma área nobre já que é banhada poe águas abrigadas, no caso da bahia de Todos os Santos.

    É um local exelente para a prática de esportes aquáticos e para a construção de imóveis à beira mar. Pra mim sempre foi estranho ver uma parte da cidade, tão privilegiado pela natureza, naquele estado.

    Sou totalmente a favor de se revitalizar a região com um bom projeto de desenvolvimento. Mas tudo tem de ser feito às claras.

    Comentário por Edu — 14 de maio de 2009 @ 19:10

  19. Fui bloqueado

    Comentário por João Cavallcante — 14 de maio de 2009 @ 19:13

  20. A administração João Henrique - se é que alguém pode chamar seu (des)governo de “administração” - é marcada pelo autoritarismo, incompetência e demagogia. O atual alcaide de Salvador está desfigurando a cidade e comprometendo irremediavelmente a qualidade de vida de seus habitantes, ao autorizar a construção de um sem número de empreendimentos desprezando o seu impacto na região onde estão inseridos. O Prefeito ignora a sociedade, a comunidade científica e os movimentos sociais, por fim apresenta argumentos estapafúrdios defender as sua ações e encobrir os interesses que ele está patrocinando. Ao fim dessa desastrosa gestão a cidade estará muito mais desigual - aumentando ainda mais a violência urbana -, com as suas áreas verdes devastadas e com sua malha viária e rede de esgoto estranguladas. Isso sem falar no calote que será dado nos expropriados… Mas tudo bem, os empresários e os políticos locais estarão riquíssimos.

    Comentário por Antônio — 14 de maio de 2009 @ 19:14

  21. João Henrique, acabou com o COMAM -Conselho de Meio Ambiente de Salvador.
    A cidade esta abandonada.
    Como se pode desapropriar um local, com predios históricos e não se tem projeto para o local.
    Ali tem o abrigos dos idosos, temo hospital de Irmã Dulce, morados.
    Temos convivido com a especulação imobiliaria, muito forte.
    As chuvas que causarm grande estrago em Salvador, foi conseguência da IMPERMEABILIZAÇÃO DOS SOLOS, fechamento de rios.
    A derubadas das áres verdes, tem trazidos conseguências graves para Salvdor.
    Dengue, barbeiros, escopiões, baratas, ratos.
    A população tem que conhecer o projeto para aquela área.Com certeza, tem dedo da especulação imobiliaria.
    O prefeito desaproprior uma área da vitória, a VILA BRANDÃO, para que a especulação imobiliária se aprorpie do local, já que ele não conseguiu fazer na ladeira da barra.
    Salvador a cada dia que passa perde mais área verde. Hoje a cidade não tem 6 metros quadrados por habitante. Quando deveria ter 12 a 16.
    A cidade no verão é só calor, No inverso é chuva que não tem para onde ser escoada, não tem permeabilização.
    Agora essa fraude socio-ambiental que fazer o que como provo que vive na cidade baixa, entre o Largo de roma e a Boa Viagem.
    A logomarca da prefeitura era a de gente com o eslogam PREFEITURA DE PARTICIPAÇÃO POPULAR, gora pasmem, são figuras retas, que lembram prédios e com o eslogam PREFEITURA DE UM NOVO TEMPO, será tem haver com a ADEMI.

    Comentário por João Cavallcante — 14 de maio de 2009 @ 19:29

  22. pelo amor de Deus sr.prefeito não destrua o nosso patrimonio histórico.Salvador está precisando é que seus assessores também pensem com racionalidade e coerencia.Vamos zelar pelo bem estar dos soteropolitanos,da sua saude,da sua segurança,da sua educação.Vamos trabalhar para o bem de todos e felicidade geral da nação.

    Comentário por maria — 14 de maio de 2009 @ 19:39

  23. Tem que acabar com a velharia que existe na cidade mesmo. Como o próprio historiador escreveu todos os verbos estão no passado, ou seja nada acontece no lugar atualmente. A cidade tem que se modernizar por completo. Chega de poesia. Mais trabalho e transformação!

    Comentário por Johan — 14 de maio de 2009 @ 19:46

  24. Não trará qualquer dano é uma caridade esse decreto já era hora de alguém fazer algo nesse sentido!

    Comentário por Anita — 14 de maio de 2009 @ 19:58

  25. fui morador dessa area durante muitos anos e CONCORDO plenamente com a DESAPROPRIAÇAO, pq aquilo do jeito que ta eh um lixo. nao tem trazido nada de bom pra cidade. eh uma area sem perspectiva alguma e, ao contrario do que possa parecer, nao tem tantas edificaçoes historicas. claro que essas ultimas seriam mantidas. acho que sera uma açao completamente positiva, caso desapropriem toda a area e a revitalizem com equipamentos de lazer, culturais e novos empreendimentos residenciais e comercias planejados. mas o que mais se ve nessa cidade do salvador sao demagogos que preferem ver a cidade jogada as traças do que planos de desenvolvimento que venham a beneficiar toda a populaçao.

    Comentário por paulo — 14 de maio de 2009 @ 19:59

  26. Não gerará qualquer dano esse decreto é uma caridade

    Comentário por Anita — 14 de maio de 2009 @ 20:00

  27. Creio que os que sção a favor dessa desapropriação, não tem uma boa memória.
    Cadê o projeto para a área. Estamos vivendo de factoide.
    Ao desapropriar uma área, tem que ser dito o que vai fazer no local.
    Lembrem-se do caso das barracas de praia, que esta embargado até hoje, é area non aedificant.
    Se o projeto tivesse sido apresentado, muita dor de cabeça teria sido evitada, o projeto já teria sido concluido.
    No local não tem tanto lixo como quer fazer parecer alguns missivistas.
    Se for para colocar as familias que ali vivem em novas moradias no local, sem despejarem para outro lado, terá todo o apoio da sociedade, mais tirar a gente que ali vive para dar para a especulação imobiliária, isso sim será um CRIME.
    Agora vejam o seguinte, a prefeitura esta sem dinheiro, quem vai pagar essa conta?

    Comentário por João Cavallcante — 14 de maio de 2009 @ 21:12

  28. Por favor, não façam proselitismo político. Só não se esqueçam: a cidade foi destruída pelas chuvas e a Prefeitura está falida! Como, quanto e quando vão indenizar os expropriados? Para que essa desapropriação? Por que justo essa área? Essas perguntas não foram respondidas no decreto. Aliás, leiam e verão que o decreto é uma caixa-preta, um cheque em branco. Como gestor da cidade o Prefeito deve alguma satisfação aos cidadãos, não é?

    Comentário por Antônio — 14 de maio de 2009 @ 21:21

  29. Anita é empregada dos ladrões. Eles não querem “modernizar” nada. Quem roubar. Todos baianos sabemos uem são eles. Todos sabos o ue é o prefeito, camara de vereadores. Esse pessoal que diz ai que quer modernizar e derrubar a coisas velh não quer nada disso. O que eles querem é roubar. Só roubar. O resto é conversa mole. Tudo gatuno safado.

    Comentário por Vitor Ribeiro — 14 de maio de 2009 @ 21:22

  30. a foto diz tudo sobre esse prefeito.

    Comentário por CESAR brito — 14 de maio de 2009 @ 21:22

  31. Sinceramente, algum político - no mundo - merece ter nas mãos um cheque branco? Seria correto dar esse cheque em branco a um Prefeito que admitiu, com o siêncio obsequioso do MP baiano, ter desviado verbas da Educação e da Saúde para a organização do carnaval? O decreto tal como está posto é um cheque em branco… Pode, inclusive, ser derrubado na justiça, pois não preenche os requisitos legais. Seria, portanto, mais uma trapalhada dessa gestão já tão desgastada?

    Comentário por Antônio — 14 de maio de 2009 @ 21:50

  32. Sinceramente, algum político - no mundo - merece ter nas mãos um cheque branco? Seria correto dar esse cheque em branco a um Prefeito que admitiu, com o silêncio obsequioso do MP baiano, ter desviado verbas da Educação e da Saúde para a organização do carnaval? O decreto tal como está posto é um cheque em branco… Pode, inclusive, ser derrubado na justiça, pois não preenche os requisitos legais. Seria, portanto, mais uma trapalhada dessa gestão já tão desgastada?

    Comentário por Antônio — 14 de maio de 2009 @ 21:52

  33. Quem é mais safado? O prefeito, como essa pinta de abestalhado que ele tem e é, ou esses que comentam falando em velharia, atraso, que fazem de contra ser a favor da “mudernidade” quando o que querem mesmo é meter a mão? Por favor leiam as safadezas que esses porcos escrevem. Vejam a falta de sinceridade, a certeza de quem todo mundo é estúpido. Eles pensam que estão falando o tempo todo com seus escravos, aqueles que eles exploram, tratam mal, e roubam como já disse alguém ai. É tudo bandido. Tenho nojo desse pessoal.

    Comentário por Safadão — 14 de maio de 2009 @ 22:43

  34. Já era tempo de urbanizar a área mais bonita de Salvador, pois ao contrário de outras cidades como Rio de Janeiro, Fortaleza e Recife carecemos de um calçadão amplo, bonito e urbanizado, dotado de equipamentos de lazer para soteropolitanos e turistas.

    Nasci e me criei no Monte Serrat e era frustrante ver as inúmeras obras de urbanização nas áreas nobres de Salvador, enquanto a nossa região estava esquecida. Após a conclusão do Programa Baía Azul realizado pelo Governo passado, que baniu os inúmeros esgotos que desembocavam e contaminavam aquelas praias passei a convidar amigos de outros bairros e de outras cidades para desfrutarem das águas plácidas e da belíssima vista dessa região da Baia de Todos os Santos. Infelizmente ouço comentários sobre o aspecto feio e rudimentar das construções que invadem as praias.

    Quem freqüenta a região, sabe que é impossível caminhar pela areia entre a praia da Boa Viagem e Canta Galo, pois monstruosidades de concreto tomam completamente a areia e algumas avançam mar adentro. Barracos de madeira e plástico ocupam a estreita faixa de areia aumentando ainda mais a sensação de aperto e claustrofobia. Fachadas horríveis de empresas e lojas tapam completamente a visão do mar, de quem passa de carro e para quem navega por aquelas águas, é muito deprimente Vera imagem da pobreza e o estado de ruína em que se encontra a maioria das construções desordenadas, que mais parecem destroços de guerra.

    Fui militante do PT por muitos anos e hoje sou apolítico. Posso entender então que o “Governador sulista” Jaques Wagner (que nem baiano é) apressou-se em criticar o projeto de revitalização da Orla interna de Salvador irresponsavelmente, pois percebeu a grandiosidade do projeto e os benefícios que irá proporcionar a população. Como é um projeto lançado por um opositor político teme ver ofuscada a obra de recuperação da Fonte Nova, que é o seu trampolim para tentar a reeleição. Podem esperar que seus corregionários políticos farão tudo para confundir, apavorar e colocar a população contra esse grande projeto e atrapalhar a realização do mesmo.

    É preciso entender que toda a cidade será beneficiada e nossa Orla Itapagipana será definitivamente a mais linda e atraente de Salvador. Os imóveis serão devidamente valorizados, gerando novos empregos, beneficiando em primeiro lugar a população dessa área.
    .

    Comentário por Toni — 6 de outubro de 2009 @ 9:48

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