Terra Magazine

30 de junho de 2009

PE: Festas Juninas movimentam mais de R$ 90 milhões

Tags:, , , , - iurirubim às 15:46

O Governo de Pernambuco acaba de divulgar uma avaliação dos impactos do São João e das comemorações correlatas no Estado.

Segundo os dados oficiais, catorze “pólos de animação” foram montados pelo governo estadual, com um investimento de R$ 8,4 milhões. Esses pólos atraíram 890 mil pessoas durante as festas juninas, sendo 350 mil de fora do Estado, e geraram uma movimentação financeira de R$ 90 milhões.

Somente levando em consideração a contratação direta, isto é, postos de trabalho gerados diretamente pelo investimento do Governo de Pernambuco, foram criados 11.239 empregos, sendo a absoluta maioria artistas, logo que 11.165 deles subiram nos palcos pernambucanos.

O documento não precisa a quantidade de empregos indiretos gerados pela intensificação do turismo e da economia da festa nos municípios pernambucanos neste período.

Um outro dado interessante, levando em conta a quantidade de artistas contratados, é a criação de circuitos regionais. Os municípios que sediam os pólos de animação recebem uma grade artística composta de cantores e músicos de sua região, promovendo o desenvolvimento local e movimentando apenas a economia da cultura.

No interior de Pernambuco, a rede hoteleira teve ocupação média de 95,04%. Algumas cidades - Carpina, Pesqueira e Caruaru - esgotaram os leitos disponíveis para hospedagem. A permanência média foi de 3,3 dias em cada cidade e o gasto individual, R$ 86,54.

Além disso, todo o quadro de festejos juninos de Pernambuco pode ser acompanhado por um site específico para o período, o São João de Pernambuco, com programações culturais e informações turísticas dos polos de animação.

A plataforma também ofereceu informações sobre tradições juninas, simpatias, receitas de comidas típicas, rádio online e possibilitou aos internautas puderam publicarem fotos e vídeos para as galerias do site.

Os dados apresentados neste levantamento, ainda que pudessem ter maiores amplitude e complexidade, reiteram algo que os gestores públicos brasileiros insistem em não dedicar a devida atenção: a força da economia das festas, especialmente aquelas com forte base na cultura popular.

Mesmo sem entrar na discussão dos modelos e formatos dos festejos populares, a exemplo de Pernambuco serve de parâmetro para que os outros Estados brasileiros, principalmente os da região nordeste, pensem a organização de suas respectivas festas populares.

(foto: Priscilla Buhr)

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