Terra Magazine

28 de agosto de 2009

Ao completar 10 anos, Jam Session é fenômeno na Bahia

Quem já foi ao Museu de Arte Moderna da Bahia, no Solar do Unhão, sabe que, além de obras de arte, o local - uma construção do séc. XVII, em plena Baía de Todos os Santos - reserva gratas surpresas aos visitantes. Uma delas são as jam sessions - sessões de improvisação de música instrumental - que acontecem às noites de sábado.

Este final de semana, a JAM no MAM comemora 10 anos de atividade com uma média de público superior a mil pessoas por noite! Nada mal para uma iniciativa de música instrumental na terra da axé-music, onde os músicos de outros gêneros vivem reclamando da falta de espaço ou de público.

Para celebrar os 10 anos, foi elaborada uma programação especial para as noites de quinta, sexta e sábado. Ontem, a banda de música instrumental jazzística Jurassik Quartet e a cantora Elza Soares - que entrou no clima do improviso e decidiu o repertório apenas momentos antes da apresentação - fizeram as honras da casa.

Mais de mil pessoas comparecem a cada sessão da JAm no MAM

Desde 2007, quando a JAM retornou, mais de mil pessoas comparecem a cada sessão

A atração da noite de hoje é uma apresentação especial do antigo Grupo Garagem, a mais importante banda de música instrumental formada na Bahia. Não é à toa que os músicos Ivan Bastos e Ivan Huol, integrantes à época do Garagem, foram os criadores da Jam Session em 1993. Após, o Garagem, o compositor e guitarrista Toninho Horta e a Orquestra Fantasma comandam o show com clássicos da música brasileira.

Para o último dia da celebração, no sábado, está reservada uma jam session especial, com a maioria dos músicos convidados para o projeto. Música baiana, baião, samba, frevo, salsa, blues, swing e, claro, jazz, são alguns dos ritmos esperados para a noite.

Todas as apresentações dividem espaço com a mostra “JAM em imagens”, na qual são exibidos vídeos e fotos produzidas pelo público nos últimos anos do evento. O ingresso custa R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Ivan Huol, um dos criadores do evento, era integrante do Grupo Garagem

Ivan Huol, um dos criadores do evento, era integrante do Grupo Garagem

Criada com o objetivo de ser um ponto de encontro da música instrumental, a JAM no MAM já levou ao Museu de Arte Moderna artistas de países tão diferentes como Canadá, EUA, Dinamarca, Colômbia, Itália, França, Bélgica, Alemanha, Áustria, Irlanda, Chile, Cuba, Argélia, Japão, Coréia e Espanha.

A história da JAM na área externa do Museu de Arte Moderna da Bahia tem duas fases distintas - daí a diferença entre os 10 anos comemorados agora e os 16, desde que foi criada.

Entre 1993 e 2001, quando era conhecida como JAZZ MAM, a JAM era gratuita e acontecia ta religiosamente todo sábado. Tinha uma média de público de aproximadamente 200 pessoas por sessão.

O público assiste as improvisações num dos cenários mais bonitos da cidade

O público assiste as improvisações num dos cenários mais bonitos da cidade

Convidada novamente para assumir as noites de sábado do Museu de Arte Moderna, em 2007, manteve a mesma assiduidade. Mudou o local das apresentações (agora no estacionamento do Museu, de frente para a Baía de Todos os Santos), e o ingresso, que passou a ser cobrado, a módicos R$ 4,00.

Quem acha que a cobrança afastou o público está redondamente enganado: a JAM passou a receber mais de mil pessoas por noite e tornou-se um fenômeno soteropolitano, provando, mais uma vez, que a Bahia não é terra de um ritmo só.

(fotos: Tiago Vaz)

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3 Comentários »

  1. A Jam é o máximo!!!

    Comentário por Nílson — 28 de agosto de 2009 @ 12:50

  2. Como elucidado no inicio do texto, essa é uma boa iniciativa na terra do axé. Vamos esperar que não pare por ai e mais opções alternativas ao axé, pagode e derivados apareçam na terra dos muitos ritmos e poucos espaços.

    Parabéns pelo texto!

    E muito axé para vc meu amigo! huahuahua

    Comentário por daniel — 28 de agosto de 2009 @ 14:39

  3. É por estas e outras que eu não concordo com os saudosistas de plantão que só enxergam vida cultural no passado vivido por eles.

    Comentário por Marcus — 30 de agosto de 2009 @ 2:32

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