BA: Festival em Cumuruxatiba tem baleias, indígenas e orquídeas
Cumuruxatiba é uma vila de pescadores que pertence ao município de Prado, a 70 km de Porto Seguro, no litoral sul da Bahia.Ao lado das famílias dos pescadores, vivem muitos descendentes dos índios Pataxó, cuja reserva fica a poucos quilômetros do local. Mas foram os primeiros anfitriões dos portugueses na Terra de Vera Cruz, os Tupiniquins, que batizaram a localidade como “lugar onde há uma grande diferença entre maré baixa e maré alta” (Cumuxa: maré baixa; Tiba: maré alta, mar batendo nas falésias).
Carinhosamente chamada de “Cumuru” pelas quatro mil pessoas que moram lá e pelos muitos turistas apaixonados pelas suas praias, a vila hospeda, de hoje até a próxima quarta-feira (9/9), o IV Cumuru Festival.
O evento leva à vila cerca de duas mil pessoas - metade de sua população - e só é superado por datas como reveillon e carnaval, quando até mesmo os pescadores alugam as suas casas. “Ainda”, afirma confiante Ester de Faria, atual presidente da Associação de Comerciantes de Cumuruxatiba e organizadora do Festival.
Barraquinhas de artesanato no centro do vilarejo, restaurantes com pratos especialmente feitos para a ocasião, apresentação de manifestações culturais locais. Cumuruxatiba poderia até repetir a fórmula de outras localidades, não fossem seus mais que particulares atrativos.
O Cumuru Festival foi criado em 2005, pela associação local de comerciantes, e reeditado nos anos seguintes (à exceção de 2008). A data em que acontece, sempre no mês de setembro favorece que os visitantes encontrem tão distintos e inesperados quanto orquídeas nativas, e a proximidade de baleias jubarte.
Segundo a coordenadora do evento, as baleias podem ser avistadas a uma hora e meia da costa, em direção ao alto mar.
- Agosto e setembro são o ponto alto para o avistamento das baleias, logo que elas já tiveram seus filhotes e estão namorando. Se o tempo estiver bom e você tiver um pouquinho de sorte, vai ver um grande espetáculo - diz Ester de Faria.
Esse também é o perídio propício para o florescimento das muitas orquídeas nativas, que despontam nas proximidades de Cumuru. Durante o Festival, diversas espécies são recolhidas e exibidas aos turistas. Neste ano, a exposição acontece no Restaurante Catamarã, de 5 a 9 de setembro.
Dois outros atrativos sobressaem no IV Cumuru Festival. O primeiro é são as apresentações “a caráter” dos índios Pataxó.
- Quem não quer ver um índio? Quando eu morava no Rio [de Janeiro], meu sonho era ver um índio. Cheguei e até me decepcionei porque não agiam nem se vestiam como a gente vê na televisão e nos filmes. Mas durante o festival ficam devidamente caracterizados e é muito legal - opina a organizadora do evento.
O segundo atrativo está lá o ano inteiro. São as ruínas do segundo maior píer do mundo, construído há pelo menos 30 anos para o embarque de areia monazítica. As informações sobre as suas medidas são conflitantes. Enquanto as fontes modestas sugerem que tenha 600 metros, as mais empolgadas afirmam que o píer tem um quilômetro de extensão.
Primeiro local visitado pelos portugueses
Este blogueiro tem que confessar que, até escrever este post, acreditava que Porto Seguro havia sido o primeiro pedaço de terra brasileiro a ser pisado pelos portugueses. Ledo engano.
Diversos moradores de Cumuru afirmam - e garantem que há pesquisas para comprovar - que o primeiro desembarque português foi comandado pelo navegador Nicolau Coelho, de bote, nas margens do rio Caí (antigamente grafado Cahy), a 18 km de Cumuruxatiba. “Oficialmente, somos considerados Costa das Baleias, mas deveríamos fazer parte da Costa do Descobrimento”, reclama Ester de Faria, que explica:
- Na carta de Caminha, ele afirma que alguns membros da esquadra foram buscar água potável na barra de um rio, de onde era possível avistar o Monte Pascoal. A barra do Caí é o único lugar da região com água doce onde é possível enxergar o Monte. Somente depois de coletar a água, por conta dos recifes e do mar agitado, os portugueses iriam procurar um “porto seguro”.
(fotos: Douglas Fernandes [2]; Fabíola Congio [4]; reprodução [demais])





Eata terra e maravilhosa se Deus quiser ainda volto para minha origem vivo atualmente em São Paulo, Quem nasceu na Bahia estar mais perto de Deus.
Comentário por Walter Rui Cardoso Ribeiro — 4 de setembro de 2009 @ 11:44
CONHEÇO CURUMUXATIBA E RECOMENDO O PASSEIO. A VISÃO DAS BALEIAS FICA MELHOR NO MAR ENTRE ABROLHOS E A CADADE DE CARAVEAS, PRÓXIMA A CURUMUXATIBA.
Comentário por JOSE RAMOS — 4 de setembro de 2009 @ 11:46
CUMURU É LINDÍSSIMA, ASSIM COMO TODA A COSTA DE PRADO. VALE A PENA CURTIR A PAZ (SEM MÚSICA BAHIANA, POIS OS BONS RESTAURANTES LOCAIS EVITAM HABITUALMENTE ESTE TIPO DE “MÚSICA”), CAMINHAR PELAS AREIAS DA PRAIA DO CAHY E BANHAR-SE ALTERNANDO ENTRE O MAR E O RIO, AMBOS DE DELICIOSAS ÀGUAS QUENTES.
Comentário por Glaydson — 4 de setembro de 2009 @ 12:07
Meu maior sonho é morar num lugar de paz e junto a natureza.
Minha próxima viajem vou conhecer esse lugar. Quem sabe num fico por lá???!!!!!!!!
Comentário por Valdo Brandão — 4 de setembro de 2009 @ 12:37
Olá! A primeira vez que estive em Cumuru foi em 1991. Ainda tenho uma foto de lá, onde estou em cima desse pier. Enfim, até ha alguns poucos anos atrás era possível percorrer uma grande extensão dele. Uma pena que tenha sido destruído. Perto de Cumuru tem outro local imperdível: Ponta do Corumbau. Não deixem de ir.
Comentário por Carlos Maciel — 4 de setembro de 2009 @ 13:05
Há nove anos me encanto com toda a beleza natural de Cumuru. Ambiente calmo, pessoas carinhosas, comida gostosa e, me apaixonei… Vou morar lá…
Comentário por Marcelo Ramos da Silva — 4 de setembro de 2009 @ 15:42
eu queria receber mais informações deste site ok…adorei…
Comentário por Rubens — 6 de setembro de 2009 @ 17:41
Nossa, quando fomos a Cumuru, há cerca de 10 anos, tivemos a impressão de que tinha mais pier por ali…
Vamos torcer para que o Festival traga benefícios para a comunidade. Naquele tempo, a maioria dos empresários locais iam na temporada e levaram o dinheiro, não reaplicavam os ganhos na cidade. Pelo jeito, as coisas estão melhorando. Ótima divulgação!
Abs, Babel das Artes
Comentário por Sandra e Francisco — 8 de setembro de 2009 @ 14:27
É um lugar incrível!!!
Comentário por Marta Oliveira — 9 de outubro de 2009 @ 9:04
Eu jah fui pra cumuru…umas duas vezes quando eu nasci e quando completei 12 anos….agora eu estou com 20 anos..e estou voltando dia 21/11/2009 pra ver meus primos e é claro minha vó que moram láh..cumuru só lembranças boas…
Comentário por William silva — 15 de novembro de 2009 @ 22:29