MG: Festival de Jazz faz tributo a Billie Holiday nos 50 anos de sua morte
Começa esta noite a oitava edição do Festival Tudo É Jazz de Ouro Preto (MG). Quem estiver lá até o dia 20 de setembro, tem a chance de ver estrelas do jazz internacional tocando com, ao fundo, a primeira cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO (em 1980).
Todos os shows do Festival são gratuitos e acontecem ao ar livre, no tradicional Largo do Rosário. Serão 11 apresentações em três dias, com a participação de cerca de 70 músicos. Na programação, nomes como Madeleine Peyroux, revelações como a cantora e guitarrista Kate Schutt, e veteranos, a exemplo do guitarrista Bucky Pizzarelli.
O Brasil também está representado no festival pela cantora Mart’Nália, que se junta a Peyroux e a Lady Day All-Star Band - composta por 6 músicos de peso do cenário jazzístico internacional - no Tributo a Billie Holiday, realizado no dia 19 de setembro, com direção musical de Oded Lev-Ari.
O evento também integra as atividades do Ano da França no Brasil, comemorado no último dia de festival com a apresentação de um quarteto de ex-alunos da Escola de Marciac e da Paris Jazz Big Band, a maior da França.
Setecentos dólares na coxa
Tida como a maior cantora de jazz de todos os tempos, Billie Holiday morreu no dia 17 de julho de 1959. Apesar da fama, sucumbiu ao álcool e às drogas.
Morreu pobre, de overdose, num hospital público, com 700 dólares - todo dinheiro que tinha - colados com esparadrapo na coxa.
O apelido “Lady Day” foi-lhe dado pelo saxofonista Lester Young, com quem tocou por muito tempo.
(foto: William P. Gottlieb/Ira and Leonore S. Gershwin Fund Collection, Music Division, Library of Congress)
