Terra Magazine

29 de outubro de 2009

Inscreva sua banda de rock para tocar no carnaval em Salvador

iurirubim às 8:14

Até o dia 30/10, bandas de rock de todo o país podem inscrever-se para tocar no carnaval em Salvador.

Opa, mas calma aí quem espera tocar em cima do trio, na Barra ou no Campo Grande, para uma multidão de centenas de milhares de pessoas.

As inscrições são para o Palco do Rock, um festival alternativo, que surgiu da insatisfação de parte da população baiana com os gêneros musicais dominantes na maior festa de rua do mundo.

Até pela “incopatibilidade de gênios”, a folia das guitarras e dos headbangers acontece longe dos espaços tradicionais. Há 15 anos, o Palco do Rock é montado no coqueiral da Praia de Piatã, onde todas as noites, de sábado a terça-feira de carnaval, a tribo do rock se reúne.

Aberto ao público, o Palco recebe anualmente 36 bandas. Cerca de 32 mil pessoas assistem aos shows durante os quatro dias do evento.

- O Palco do Rock é o maior evento de rock independente da Bahia e o primeiro de rock durante o carnaval do país - dizem os membros da Associação Cultural Clube do Rock da Bahia (ACCRBA), responsável pelo festival.

Para definir quem sobe ao palco, a ACCRBA recebe todo ano material das bandas (daí o prazo no início deste post) e faz a seleção. Em 2009, todas as bandas receberam, inclusive, cachê pelas apresentações, algo que não ocorria desde 1996.

O Terra Magazine esteve no Palco do Rock em 2009, que recebeu, inclusive, bandas conhecidas, como Plebe Rude (DF) e Inocentes (SP) e uma estrangeira, a Underschool Element (Suiça).

A edição passada também inaugurou o “Espaço Interativo”, um ambiente para exposição de diversos tipos de manifestações culturais ligados ao mundo do rock - “ou não”, como dizem os organizadores. Ocupam o Espaço Interativo tatuadores e piecers, Djs, grupos de dança e teatro e mesmo grupos religiosos, como os Hare Krishna.

Então, roqueiro, quer saber como é tocar durante o carnaval, em Salvador?

(foto: divulgação)

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28 de outubro de 2009

Brasil começa a estruturar ligas de futebol… americano

Tags:, - iurirubim às 7:00

Já se imaginou torcendo para o Rio de Janeiro Sharks? Ou para o Amazon Black Hawks? Os nomes estrangeiros não são mera coincidência. Cada vez mais cresce no Brasil a paixão pelo futebol americano - é isso mesmo, aquele da bola oval.

No sábado passado, o Cuiabá Arsenal, fundado em 2006, venceu o Tubarões do Cerrado - time de Brasília, criado em 2004 - por 30 x 0.

A vitória rendeu ao time do Mato Grosso vagas nas semifinais do torneio Touchdown, a primeira competição de times em âmbito nacional de futebol americano no Brasil.

Em abril deste ano, outra estréia: no I Torneio Brasileiro de Seleções Estaduais, ocorrido em São Paulo, foram utilizados pela primeira vez todos os equipamentos de proteção do esporte (capacetes e ombreiras, exatamente os mesmos usados na terra do Tio Sam).

A história do futebol americano no Brasil é quase toda assim: construída a partir de times, ligas e campeonatos criados neste século. Em geral, com menos de cinco anos de vida.

A própria seleção brasileira de futebol americano (sim, ela existe!) foi convocada pela primeira vez em 2007, com atletas do Mato Grosso, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, por conta de um jogo amistoso com a seleção uruguaia. O placar? 21 a 14. Para os uruguaios.

A história do futebol americano no Brasil é muito recente

A história do futebol americano no Brasil é muito recente

Os times mais longevos em atividade no Brasil são o Botafogo Matutes (RJ, 1994) e o Botafogo Reptiles (RJ, 1999). O primeiro time foi o Rio Guardians, fundado por Robert Lee Seagal e amigos nas areias das praias cariocas em 1986. A agremiação, entretanto, encerrou suas atividades em 2001 e seus jogadores ingressaram em outros times.

Como você deve ter adivinhado no parágrafo acima, algumas equipes, como o Reptiles, o Mamutes e o America Red Lions têm acordos com os times de futebol “brasileiro”.

Número cada vez maior de torneios, unificação de regras no país, qualificação da arbitragem: tudo isso está acontecendo sem muita badalação, mas demonstra o aumento do interesse pelo futebol americano no Brasil. Outra prova desse interesse é a existência de mídias especializadas, como o Blog Sideline.

Em atividade desde 2002, existe também uma associação nacional, a AFAB, além de diversas ligas e federações estaduais (SP, SC, PR, AM, PB etc.). Como vê caro leitor, o brasileiro gosta tanto de futebol que quer aprender a jogar também com as mãos.

(fotos: Rodrigo Pons/ Felipe Rugboy, via Blog Sideline)

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26 de outubro de 2009

Festival indígena vira atração turística no Acre

Começou no último domingo (25/10) o Festival Yawá, um momento de celebração da cultura indígena, de resgate de brincadeiras tradições do povo Yawanawá.

O Festival é o símbolo da independência e da identidade dos Yawanawá. Vítimas de um “massacre cultural” provocado pela intervenção de peruanos, brasileiros e missionários norte-americanos, especialmente nas décadas de 70 e 80, o povo Yawanawá esqueceu sua língua nativa (lembrada apenas pelos mais velhos) e parou de realizar rituais sagrados, como usar rapé e beber o Uni (ayahuasca).

Toda a Aldeia Nova Esperança, na Terra Indígena do Rio Gregório, para durante o período da festa, que vai até a próxima sexta-feira (30/10). São suspensas todas as atividades cotidianas e todos dedicam-se apenas à imersão de uma semana nos costumes e brincadeiras da tribo, que poderiam desaparecer junto com os seus últimos anciões.

Hoje, graças a um trabalho de recuperação desses referenciais culturais, o povo Yawanawá voltou a sentir orgulho de sua ancestralidade. Mais que isso: aprendeu estabelecer um diálogo saudável com o mundo do homem branco sem que isso signifique abrir mão de seus valores indígenas.

Além dos rituais espirituais do uso do rapé e do Uni, que acontecem com frequência durante a festividade, centenas de índios celebram a terra e a cultura Yawanawá com cantos, pintura corporal e danças - como a pisada no pé, que gera muitos inícios de namoro - e provas de resistência, vistas como oportunidade para os jovens da aldeia exibirem-se às mulheres.

Vale mencionar a prova da espinha de peixe (foto no topo), realizada por indígenas que estejam com “desejo de vingança”. Em duplas, cada oponente dá duas investidas, à toda força, com talo de bananeira nas costas do outro - podem participar da prova, inclusive, mulheres e crianças.

Ao final, a dupla exibe orgulhosa as marcas das chibatadas e dão as mãos, sinalizando que as pendências entre eles estão resolvidas.

O Festival Yawá é uma síntese das tradições e costumes dos Yawanawá

Para os indígenas, o Festival é também uma oportunidade de agradecer aos espíritos da floresta pelos bens que ela oferece e pelos momentos de alegria vividos durante esse período.

Etnoturismo

O Festival Yawá começou a ser realizado em 2002, como parte da reconstrução cultural dos Yawanawá.

Desde o anos passado, porém, a festividade foi aberta a turistas, o que representou uma grande abertura para a tribo e um novo marco de diálogo com a cultura do homem branco.

Essa abertura é, na verdade, um entendimento entre os Yawanawá, empresas privadas e autoridades governamentais. Afinal, como diz o secretário de Turismo do Acre, Cassiano Marques: “Não se pode chegar à aldeia de qualquer jeito. É necessário estabelecer limites de visistantes, retonor financeiro para os índios, regras de visitação”.

Além de assistir às atividades do Festival, os turistas também alimentam-se de pratos tradicionais da cultura Yawa, cujos ingredientes predominantes são carnes de caça e peixes e iguarias à base de batata, milho, banana e mamão.

O Festival acontece na Aldeia Nova Esperança, dentro da Terra Indígena do Rio Gregório, a primeira a ser demarcada no Acre, em 1984, e um dos maiores territórios indígenas em solo acreano. No ano passado, a terra foi revista e ampliada, ocupando um perímetro de 239 quilômetros.

A Aldeia fica entre os municípios de Cruzeiro do Tarauacá. Para se chegar é preciso pegar um voo de Rio Branco até um dos dois municípios e transporte terrestre pela BR 364, até a ponte do Rio Gregório. Na ponte, pequenos barcos fazem o trajeto até a aldeia, que pode durar até 8h por conta das condições de navegabilidade.

Algumas empresas, como a Manain-Amazônia, oferecem pacotes para a festa, já bastante requisitados, especialmente por turistas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Também é possível fazer contato direto com administradores do povo Yawanawá, como o filho do cacique, Macilvo Yawanawá, pelo telefone (68) 9206.4261.

(fotos: Sérgio Vale/ Secom/Acre)

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24 de outubro de 2009

SP: Noivos vão de bicicleta para o altar

Priscila Teixeira e William Cruz vão se casar hoje. O sonho romântico deste casal, porém, é diferente da maioria dos outros: neste casamento, noivos, padrinhos, amigos e parentes vão ao cartório de bicicleta!

“Eu uso a bicicleta para praticamente tudo. Sou um ativista da causa, tenho um blog sobre o assunto; enfim, a bicicleta faz parte do meu dia-a-dia”, diz William.

Mas o noivo faz questão de dar os créditos a quem é de direito: “A ideia foi da Priscila. Teve uma hora que ela me perguntou: ‘Porque a gente não vai de bicicleta pra lá?’. Eu, claro, adorei”.

Decidida a questão, começaram a convidar os amigos e a família para a empreitada (veja texto do convite no blog do William).

- A gente não achou que fosse tanta gente! O pessoal gostou da ideia, estão divulgando, parece que vão mesmo! E olhe que não convidamos só gente da cena ciclioativista. Tem parentes, colegas de trabalho… pessoas que nunca andam de bicicleta pela cidade - conta William, ainda surpreso com a recepção da ousadia do casal.

E o casal vai pedalar trajado a rigor para o casário: ele, de terno, paletó, gravata e gel no cabelo; ela, de sandália de salto e vestido de noiva (”o vestido é um pouco mais curto, mas é vestido de oiva sim”, argumenta o futuro marido). Não só eles, mas também muitos dos amigos e parentes pedalam com trajes elegantes. “É o cyclechic”, brinca.

Para marcar definitivamente a importância das bicicletas na união, os pombinhos combinaram de encontrar os convidados na Praça do Ciclista, ponto de partida da tradicional Bicicletada paulistana.

O roteiro da Bicicletada do Casório - como a batizou, divertidamente, o noivo - é o seguinte: a partir das nove da manhã, os noivos já estão na Praça do Ciclista. Às 9h30, eles e os convidados saem em direção ao cartório, que fica na Av. Jabaquara, ao lado do metrô Saúde.

Depois do enlace todos seguem para a lanchonete Subway do Paraíso, na R. Vergueiro, 1954 (previsão de chegada: 12h30), onde o casal corta o bolo e continua a celebração. “Vamos encher a frente da loja de bicicletas e mostrar que dá pra lotar um restaurante sem lotar o estacionamento”, desafia William.

Pergunto ao noivo se ele não tem receio de transformar o casamento numa manifestação política. Ele dá a entender que a principal motivação é íntima, tem a ver com a vida do casal, mas não deixa de falar com todas as letras:

- É uma manifestação no sentido de que mostrar que dá para fazer outras coisas de bicicleta além de dar uma volta no parque ou na ciclofaixa. Dá até para casar. Não precisa chegar no casamento de carro - diz.

Namorados de adolescência

“Nossa historia é bem longa, tem mais de 20 anos”, confidencia William. Ele conta que os noivos tiveram um namoro adolescente que durou três meses, quando tinha 14 anos e ela, 12 (hoje ele tem 36 e ela, 34). “Foi o nosso primeiro namoro um pouco mais sério”, afirma.

Depois de um tempo, o casal perdeu o contato, ambos casaram com outras pessoas e, depois, separaram-se. Na época em que estava se separando, William foi encontrado por Priscila no Orkut. Daí começaram a sair juntos e o romance engatou. “Na verdade, nunca havíamos esquecido um do outro”, garante, sem hesitar, o futuro marido.

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23 de outubro de 2009

SP: Trupe realiza mostra de arte dentro de um ônibus

Já imaginou pegar a condução, igualzinho a todo dia, e descobrir que está no meio de uma peça de teatro? Ou de um espetáculo de dança?

É isso que vai acontecer com os passageiros do ônibus no trajeto Terminal Sacomã - Terminal Mercado do Expresso Tiradentes, na capital paulista, entre os dias 25 e 28 de outubro. Seguindo o trajeto normal da linha, um ônibus oferece à “platéia de passagem” intervenções de teatro, dança, música e artes visuais, sempre das 10 às 13h.

Idealizada pela Trupe Sinhá Zózima, a mostra Arte Expressa deve ser vista por 6300 moradores da capital paulista. Segundo a própria Trupe, essa é a “primeira mostra de artes dentro do transporte público no município de São Paulo”. Confira a programação.

- O Público está ali para se locomover. Não sabe que naquele dia ele vai se deparar com esse tipo de arte. E não é um ônibus adaptado. A única diferença são as placas no teto de feitas pelos artistas plásticos. Daí um grupo entra e se apresenta, com passageiro, cobrador, motorista. Como um dia qualquer - explica o ator Anderson Maurício, um dos membros da Sinhá Zózima.

Para realizar a mostra, a Trupe conseguiu que uma empresa de transportes disponibilizasse um veículo a mais para a linha. “Também não obrigamos os passageiros a entrar; se quiserem, podem pegar o ônibus normal”, comenta Anderson.

- O nosso desafio é experimentar o espaço e levar a arte para outros lugares. Há Espaço ocioso e é o nosso trabalho mostrar que a arte pode se manifestar em todo lugar - completa o membro da Trupe.

O encerramento da mostra Arte Expressa fica por conta de uma exposição fotográfica no Terminal Mercado, entre 14 e 21 de novembro. As fotos registram os espetáculos e dividem os melhores momentos da mostra, além, claro de despertas a curiosidade de quem não teve a oportunidade de embarcar com o grupo.

A ousadia da iniciativa é consequência de uma pesquisa que a Trupe Sinhá Zózima vem desenvolvendo desde abril de 2007, quando os membros do grupo entraram pela primeira vez num ônibus, em Ubatuba, apresentando cenas, canções e intervenções artísticas.

Atualmente, o grupo teatral tem dois espetáculos que utilizam ônibus: “Cordel do Amor Sem Fim” e “Valsa no. 6″. Enquanto no primeiro a platéia realmente embarca numa viagem teatral com o ônibus em movimento, no segundo os atores apresentam-se com o veículo parado. “Isso gera uma angústia enorme do público, que fica na expectativa do ônibus andar”, conta Anderson Maurício.

Em cada montagem, o ônibus recebe um significado, e a interação com este espaço só é plena após a estréia, pois o público-passageiro é peça fundamental para ditar o ritmo e desenrolar da movimentação e interação entre o ônibus e as personagens do espetáculo. “O grau de improvisação é enorme”, diz Anderson Maurício.

Certa feita, quando a Trupe apresentava o “Cordel do Amor Sem Fim” em pleno engarrafamento de São Paulo, os atores perceberam que um grupo de crianças de rua acompanhava o espetáculo pelo lado de fora.

- Foi muito bonito. Ali a gente percebeu que espetáculo também acontecia fora do ônibus. Por mais que passe rápido, as pessoas nos pontos de ônibus notam a intervenção. No mínimo, pensam: “Pôxa, gostaria de pegar esse ônibus”. Acordamos um pouco e percebemos que o espetáculo atinge um público muito maior - argumenta Anderson Maurício.

E você, topa embarcar nesse ônibus?

(foto: Danilo Dantas/Divulgação)

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20 de outubro de 2009

PI: Na sexta edição, Festival de Oeiras tem Xangai e Zeca Baleiro

iurirubim às 14:26

Faz alguns anos que a cidade de Oeiras, a primeira capital do Piauí, localizada a 313 km de Teresina, abraçou a ideia de realizar um festival multicultural. Um evento que pusesse em diálogo as diversas linguagens artísticas e o patrimônio imaterial da cidade; que usasse o seu rico casario colonial como cenário para o encontro de artistas locais e nomes de expressão nacional.

Atualmente em sua sexta edição, o Festival de Cultura de Oeiras já devolve para o município os benefícios dessa aposta. “O Festival tem atraído turistas de várias regiões do país, gerado postos de trabalho e contribuído para o desenvolvimento de vários setores econômicos da região”, revela Delano Rocha, diretor superintendente do Sebrae no Piauí.

Igreja matriz da primeira capital do Piau�

Igreja matriz da primeira capital do Piauí

Em 2009, o Festival acontece dos dias 22 a 24 de outubro. Música, teatro, literatura, artesanato, cinema, patrimônio histórico e imaterial: é grande o cardápio de atrações na programação do evento.

Três palcos - o Pátio das Tradições e os Palcos José Expedito Rego e Possidônio Queiroz - são montados para receber shows, apresentações culturais e grupos folclóricos locais.

Nesses três dias, grandes nomes da música apresentam-se na cidade, a exemplo dos cantadores Zeca Baleiro, Elomar, Vital Farias e Xangai. A musicalidade piauiense é representada por artistas naturais do Estado, como Emerson Boy, Vavá Ribeiro, Frank Sabbá e Lázaro do Piauí. Já grupos de samba e de congo, reisados, capoeiristas, violeiros e rabequeiros fazem as honras da cultura popular da região.

Os Congos de Oeiras são reconhecidos pela sua beleza

Os Congos de Oeiras são reconhecidos pela sua beleza

Além das apresentações, o patrimônio cultural de Oeiras e seus arredores na feira de artesanato instalada na Praça da Bandeira. Nela, vinte e cinco estandes exibem desde cestaria, cerâmica e obras em madeira até bordados de ponto de cruz, hardanger e ponto cheio. Para aguçar todos os sentidos, outros quinze espaços oferecem ao público pratos da gastronomia da região.

Homenagem a José Expedito Rego

Neste ano, o Festival de Cultura de Oeiras rende homenagens ao médico e escritor José Expedito Rego, autor do hino da cidade e fundador do Instituto Histórico de Oeiras. Rego ocupou a cadeira no. 2 da Academia Piauiense de Letras.

(fotos: Nana Moraes [1]; reprodução [2, 3])

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19 de outubro de 2009

SP: Mostra Cultural põe em evidência a produção da periferia

Entre 19 e 25 de outubro, a Casa Popular de Cultura do M’Boi Mirim, o CEU Campo Limpo, o CEU Casa Blanca e o Bar do Zé Batidão, na periferia de São Paulo, são ocupados pela II Mostra Cultural da Cooperifa, a Cooperativa de Poetas da Periferia.

Chama atenção a variedade e a quantidade de produções em dança, teatro, música, artes-plásticas, literatura e cinema reunidas para comemorar a oitava festa de aniversário do Sarau da Cooperifa. Confira a programação.

Curador da Mostra, o poeta Sérgio Vaz lançou mão de todas essas linguagens para colocar a produção cultural da periferia brasileira em evidência. Dá até para se perguntar por que ou para que a periferia deve ir ao centro? Aliás, onde está o centro?

Anualmente, a Cooperifa realiza a "chuva de livros", quando as publicações são distrtibu�das à população

Anualmente, a Cooperifa realiza a "chuva de livros", quando as publicações são distribuídas à população

Ganham destaque na programação a feira de livros e debates sobre literatura com Marcelino Freire, Xico Sá, Ferréz, Sacolinha, Heloisa Buarque de Hollanda, Écio Salles, Chacal, Sérgio Vaz, Alessandro Buzo e Nelson Maca.

Para a garotada, a espanhola Cia. Bambalina, apresenta Kraft, que usa os fantoches e mescla a linguagem teatral com outras dramaturgias para abordar o amor pelas pessoas e coisas. No teatro os interessados também podem ver Os Tronconenses, do Núcleo Teatral Filhos da Dita/Instituto Pombas Urbanas.

Este é "Para�ba", o lanterninha do Cinema na Laje

Este é "Paraíba", o lanterninha do Cinema na Laje

Já o Cinema na Laje é pura ousadia. Uma sala de cinema ao ar livre, na laje do Zé Batidão. O curador Sérgio Vaz já tinha inclusive anunciado em seu Blog que o Cinema na Laje “vai virar o cinema Paradiso da Zona Sul paulistana”.

Durante essa semana são exibidos curtas e longas nacionais a exemplo de Profissão MC (52 min), de Alessandro Buzo e Toni Nogueira e Pode me chamar de Nadí (18 min) de Déo Cardoso (CE). Esses são alguns dos títulos que vão inspirar o debate A periferia se vê no cinema de periferia?.

Registro delicado do primeiro Sarau da Cooperifa

Registro delicado do primeiro Sarau da Cooperifa

Para concretizar a Mostra, a Cooperifa articula parcerias que envolvem a ONG Ação Educativa, o Centro Cultural da Espanha, o Itaú Cultural, a Global Editora e o SESC Santo Amaro.

Como movimento de incentivo à leitura e à criação poética, a Cooperifa já realizou eventos inusitados como o “Poesia no ar”, quando os poemas são soltos em balões; o “Ajoelhaço”, ocasião em que poetas e convidados ajoelham-se e pedem perdão para as mulheres e a “Chuva de livros”, quando presenteia a comunidade com livros (neste ano foram 600).

(fotos: reprodução)

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17 de outubro de 2009

AC: Começa II Campeonato Brasileiro de Escalada em Árvores

Que tal participar de um campeonato brasileiro de… escalada em árvores? Isso mesmo. O Campeonato não apenas existe, como começa hoje, no Parque urbano do Tucumã em Rio Branco, capital do Acre.

Em sua segunda edição, o Campeonato Brasileiro de Escalada em Árvores é organizado pelo Governo da Acre e pela Prefeitura de Rio Branco, em parceria com a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) e a International Society of Arboryculture (ISA). O evento dura dois dias: 17 e 18 de outubro e antecede o 13º Congresso Brasileiro de Arborização Urbana (CBAU), que acontece em seguida.

A competição é destinada à arboristas, coletores de sementes, epífitas e bromélias e orquídeas e praticantes de rapel, bem como pesquisadores da flora e fauna do dossel e pessoas que trabalham com a escalada como técnica de acesso a árvores de grande porte. Para participar, é necessária a inscrição no site do evento e o pagamento da taxa de R$ 75,00.

Os competidores inscritos têm a oportunidade de visitar a Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri, e hospedar-se na Pousada Ecológica do Seringal Cachoeira, onde podem escalar imensas árvores amazônicas como a Samaúma e Castanheira, entre outras espécies, que chegam a medir até 50 metros de altura.

Você teria coragem de subir numa dessas?

Você teria coragem de subir numa dessas?

Para o torneio, os competidores levam seus próprios equipamentos de segurança: capacete, óculos de proteção, corda de segurança, mosquetões de no mínimo duas seguranças, sistema autoblocante e cinto específico de arborista. Todo esse equipamento é devidamente inspecionado pela comissão organizadora em reuniões prévias.

O Campeonato é realizado em duas etapas (Conheça as regras). A primeira fase, seletiva, acontece hoje. Nela, os participantes executam três modalidades: o Footlock, técnica de escalada que utiliza corda e travamento de pés para a ascensão; o Resgate em Altura, que mostra a habilidade do competidor em resgatar um trabalhador de árvore ferido, utilizando todas as técnicas de segurança; e o Deslocamento em Copa, onde é feita a locomoção e caminhada pelos galhos das árvores. Para ver a programação completa, clique aqui.

Vão para a etapa final os competidores que realizarem as modalidades de acordo com as normas corretas de escalada, sem danos às árvores, no menor tempo. Na segunda fase, dia 18, os finalistas irão executar apenas o deslocamento na copa de árvore, seguindo os mesmos critérios de avaliação.

E então, esse campeonato é para você? Comente.

(fotos: Arquivo Secom/ Governo do Acre)

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15 de outubro de 2009

BA: Moraes Moreira e Margareth Menezes fazem show pelo Dia Mundial da Alimentação

Para comemorar o Dia Mundial da Alimentação (16/10), diversos artistas baianos fazem um show beneficente hoje, às 18h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador.

Entre as atrações, nomes de peso como Moraes Moreira, Margareth Menezes, Luiz Caldas, Gerônimo e Paulinho Boca de Cantor, Cortejo Afro e o DJ Nazca, que se apresenta junto à percussão do Bloco da Cidadania.

Moraes Moreira participa hoje do show pelo Dia Mundial da Alimentação

Moraes Moreira participa hoje do show pelo Dia Mundial da Alimentação

Promovido pelo comitê soteropolitano da Ação da Cidadania, o show tem apresentações de várias outras linguagens artísticas além da música, como dança, teatro, circo, poesia e artes plásticas.

Para participar do evento, o público deve levar como ingresso o chamado kit solidariedade: dois quilos de alimento não-perecíveis (como feijão e arroz, por exemplo). Os alimentos serão entregues às Voluntárias Sociais da Bahia e à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), para serem distribuídos à população carente da Bahia.

Desde 2003 a Ação da Cidadania - Salvador vem realizando eventos em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação. O show é um pré-lançamento da quarta edição da campanha Carnaval sem Fome, que tem como meta para 2010 arrecadar 300 toneladas de alimento.

Outra ação mobiliza a capital baiana pelo Dia Mundial da Alimentação. Nesta sexta-feira, uma série de restaurantes da cidade doa parte do faturamento - em alguns casos, um percentual do faturamento; em outros, o faturamento obtido na venda de pratos específicos - para o apoio a projetos de organizações populares que trabalham com crianças ou adolescentes. Veja aqui a lista dos restaurantes.

Os consumidores poderão acompanhar a aplicação do recurso mobilizado durante a campanha através do site da CESE - Coordenadoria Ecumênica de Serviço, que coordena essa ação.

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13 de outubro de 2009

PE: “Terça Negra” tem competição de MC’s no Recife

Tags:, , , , - iurirubim às 16:02

Em todas as terças-feiras do mês de outubro, o Pátio de São Pedro, no centro do Recife, é ocupado pela cultura hip hop.

É a Jornada de MC’s, que além de muito rap, graffite ao vivo, mostra de vídeos e shows com grupos convidados, traz uma competição de rimas entre MC’s, na qual se dá bem quem for melhor no improviso.

A cada terça-feira, oito MC’s disputam entre si por uma vaga na final, que acontece no dia 10 de novembro. As batalhas exigem raciocínio rápido, criatividade e muito jogo de cintura.

Os MC’s têm duas rodadas de 45 segundos para rimar em cima da base musical do DJ. Cabe aos rimadores desafiar o adversário mostrando toda sua habilidade com o domínio do vocabulário e com o improviso.

O dono do jogo de palavras que mais cativar o público - cuja entrada é gratuita - é coroado o campeão e ganha uma vaga na final, dia 10 de novembro.

O melhor dos quatro MC’s que competem na final ganha uma vaga para representar Pernambuco na LIGA de MC’s, o maior evento de rima livre da cultura Hip-Hop no País, que acontece no Rio de Janeiro no Bairro da Lapa.

A Jornada de MC’s reúne em outubro 32 Mc’s de várias comunidades do Recife, como Santo Amaro, Coelhos, Água fria, Prazeres, Mustardinha, Salgadinho, dentre outras.

“Não temos nem limite de idade. Em 2007, foi para a final um menino de 12 anos. Se chegar aqui um de 10, a gente inscreve. O importante é fortalecer cultura da rima”, afirma DJ Big, que organiza o evento.

Hoje à noite, a Jornada de MC’s tem como atrações o grupo Rota Black e o rapper Sombra (antigo ex-SNJ).

A primeira Jornada de MC’s aconteceu em outubro de 2005 no Pátio de São Pedro, numa parceria com o Movimento Negro Unificado que se mantém até hoje. Daí o nome Terça Negra - por conta da força que a cultura negra tem no hip hop.

Rap e repente

A Jornada de MC’s também tem buscado fazer uma aproximação entre o rap e o repente, gêneros irmãos da poesia popular que pouco se falam.

- São pessoas que não são muito conhecidas do cotidiano dos garotos aqui da metrópole. Queremos mostrar, falar sobre esse tipo de poesia popular para as pessoas - opina Dj Big.

Essa aproximação é feita através de oficinas, para as quais são convidados repentistas. “Outro dia, tivemos aqui as irmãs Santinha e Mocinha Maurício”, conta.

Pergunto se não seria bacana os repentistas participarem das batalhas de MC’s.

- Seria covardia. É muito conhecimento.O repentista é o marco da rima. Embora não tenha BPM como o hip hop, a poesia é muito bem feita e criada na hora. Seria uma concorrência desleal! - argumenta.

(foto: Amauri Cunha)

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