SP: Ciclista morto é homenageado com “bicicleta fantasma”
Hoje, no final da manhã, o ciclista Fernando Couto - atropelado por um ônibus no dia 26 de outubro, na Avenida Robert Kennedy, próximo ao Largo do Socorro, zona sul de São Paulo - recebeu uma homenagem pouco comum.
Por iniciativa da família do ciclista, foi pendurada uma “bicicleta fantasma” em um poste, no local do acidente. A ghost bike (o termo é mais habitualmente usado em inglês) é o nome que se dá às bicicletas brancas que são colocadas no local em que ciclistas foram mortos por veículos motorizados. Um memorial bastante respeitado e caro a quem faz parte da cultura da bicicleta.
Essa tradição foi criada por cicloativistas de São Francisco (Estados Unidos). No Brasil, a primeira ghost bike foi colocada em novembro de 2007, em homenagem a um ciclista morto no ano antes na Avenida Berrini, também na capital paulista. A bicicleta, porém, acabou sendo retirada pela prefeitura e não foi reposta ou mantida pelos ciclistas.
Atualmente, a única Ghost Bike conhecida e mantida pelos cicloativistas em São Paulo atualmente é a de Márcia Regina Prado, localizada na altura do 1200 da Avenida Paulista.
Cerca de 50 ciclistas, familiares e amigos de Fernando estiveram presentes na homenagem, estendida também ao gari Antônio Ribeiro, atropelado junto com o ciclista. O acidente foi registrado por uma câmera de segurança da polícia militar de São Paulo.
No local do acidente, em torno da bicicleta fantasma, todos os presentes se uniram na roda de oração.
(fotos: CicloBR e Sampa Biker)



nao faz muito sentido deixar uma bicicleta branca no posto mas um tipo d poluiição visual , sem contar que vai desviar ainda mas a atenção dos motorisatas no local , devia sim lutar por ciclovias e melhores sinanizações isso,sim ajuda no transito
Comentário por mauricio — 14 de novembro de 2009 @ 17:10
gostei da homenagem, tbem sou ciclista e qdo acontece uma morte com alguem de bike, todos ficamos sensibilizados, mas a verdade é q falta nosso espaço e nosso respeito nas ruas. abraço p familia
Comentário por ana — 14 de novembro de 2009 @ 17:57
O trânsito do Brasil revela bem o nosso grau de desenvolvimento e educação. Enquanto não pararem de hierarquizar as ruas, isso não vai mudar. O motorista tem que ter a noção que ele não é superior aos pedestres.
Comentário por Zé — 14 de novembro de 2009 @ 18:33
Maurício,
Quer dizer então que você está preocupado com a poluição visual e com a fluidez do trânsito?
Duas pessoas morreram de uma maneira estúpida e você vem me falar isso?
Lembrando as pessoas mortas (em SP morre mais gente no trânsito do que na guerra do Afeganistão) é uma maneira de pedir RESPEITO nas ruas.
Ciclovia e sinalizações não resolvem o problema.
Deixe de ser um passivochato e pare de reclamar.
E faça algo de verdade para mudar sua cidade.
Comentário por Felipe Aragonez — 14 de novembro de 2009 @ 18:55
É claro que existem aqueles que dirigem com o devido cuidado!
Mas não adianta negar: o motorista brasileiro é desatento e mau educado!
“Ensaiei” várias vezes a ida/vinda ao trabalho com bicicleta, e mesmo tendo uma parte com ciclovia (3 km), ainda prefiro ir a pé!
Um atropelamento triste.
Comentário por edson — 14 de novembro de 2009 @ 18:59
em santa catarina, a caminho da praia de jurerê internacional tem um poste com uma “ghost bike”
Comentário por cristina — 14 de novembro de 2009 @ 19:06
Maurício! Você é um ignorante! Como não adianta ter um símbolo da morte de uma pessoa utilizando um meio de transporte que é visto como solução para o caos urbano? Enquanto não hover respeito, especialmente de ônibus, ciclismo como meio de transporte em SP é uma aventura!
Comentário por Nicolas — 14 de novembro de 2009 @ 20:01
é compricado este transito
Comentário por ale — 14 de novembro de 2009 @ 20:45
Fernando que vc esteje ao lado de Deus.
Comentário por fabio — 14 de novembro de 2009 @ 21:42
moro em floripa e no verão passado ouve tambem um acidente envolvendo um ciclista e um carro dirigido por um condutor babado.Até hpje no local do acidente há uma biccicleta fanasma. Toda vez que passo lá está sempre cheio de flores .
Comentário por Lucien — 14 de novembro de 2009 @ 21:54
Sou ciclista, me desloco para o meu trabalho diariamente
da Casa Verde até Pinheiros, aprox. 13km e sou defensor
do uso da bicicleta como meio alternativo e muito viável de transporte
Felizmente não tenho experiências ruins nesses 2 anos que faço
isso.
Minha solidariedade e apoio ao bikers.
Comentário por Mário — 14 de novembro de 2009 @ 22:09
Maurício, realmente não faz muito sentido pendurar uma bicicleta branca num poste, não por chamar atenção, mas sim porque nosso trânsito não deveria ser tão assassino.
Lutar por ciclovias? Vão falar que nessa mesma avenida tem uma ciclovia, tão tosca e mal feita que é até perigosa para o ciclista. É isso aí, lutamos por ciclovias, nos dão uma “bosta” de ciclovia e as mortes continuam acontecendo e novas bikes sem sentido” serão penduradas por aí.
O que precisamos é de respeito, não só pelos motoristas, mas pelos agentes de trânsito que para priorizar a fluidez, obrigam as pessoas a ficarem naquela ilha, já que o semáforo abre em duas fases para o ciclista. Se o semáforo desse a preferência ao pedestre e ciclista, não teríamos nenhuma bicicleta pendurada no poste.
O que precisamos é muito mais do que ciclovias, precisamos de respeito e que nossos gestores de transito priorizem a vida e não a fluidez.
André Pasqualini
Comentário por André Pasqualini — 14 de novembro de 2009 @ 22:13
Lamentável a morte de mais um. No entanto quem dirige pelas inóspitas ruas de São Paulo é testemunha do TOTAL DESRESPEITO por parte dos cicliclistas da mais elementar de todas as regras de trânsito que é PARAR NO SINAL VERMELHO. Infelizmente, volta e meia, um morre. Se pelo menos isto servisse de lição para os demais…
Comentário por Ami — 14 de novembro de 2009 @ 22:13
É uma pena que em SP os motorista ainda não respeitam os ciclistas e fatos com este tenham que acontecer. Mas que possam servir de alerta para as autoridades regulamentarem espaços, vias e locais destinados a este veículo que não polui, não faz trânsito e faz bem a saúde.
Que Deus ilumine Fernando Couto e demais ciclistas citados!
Comentário por Marcelo Silva — 14 de novembro de 2009 @ 22:28
Motoristas de Onibus nao respeitam bicicletas, bicicletas que os filhos deles terao… Lei do Bumerangue…
Comentário por Cunha — 14 de novembro de 2009 @ 22:39
Tb sou ciclista!! Estou envolvido num processo contra a Prefeitura de São Paulo, por conta de um grave acidente causado por uma “cratera” numa rua, e o poste mais próximo estava sem iluminação.
Abraço Fraternal aos parentes das vítimas desses acidentes. Espero e rezo p/ que os motoristas e as autoridades olhem com mais RESPEITO os ciclistas.
Comentário por LEANDRO — 14 de novembro de 2009 @ 23:34
Não aprovo como está sendo feito. Acabará desviando a atenção dos motoristas com possibilidades de acidentes.. Sugestão: Criem um espaço, em local público, longe da visão de quem está dirigindo e, ali, possam prestar suas homenagens. Òbviamente haverá um acôrdo com a prefeitura, a qual podrá inclusive pretar apôio financeiro à iniciativa. Ciclistas e motociclistas esquecem que estão sobre apenas duas rodas e que o seu para choque é o seu próprio corpo?
Comentário por Nílon S. Rodrigues — 14 de novembro de 2009 @ 23:59
Respeito ao próximo!
O respeito ao ciclista seria um resultado deste princípio básico aprendido por todos.
Comentário por Renato — 15 de novembro de 2009 @ 0:05
isso é poluição visual ao pé da letra.
vamos cobrar por ciclovias
Comentário por gustavo — 15 de novembro de 2009 @ 1:08
O caos das grandes cidades fazem, aos poucos, seus moradores perderem um quesito muito especial: o respeito. Como resultado fatos lamentáveis e tristes como estes acontecem. Quantos mais terão de perder sua vida para que se tomar consciência disso. Espero que nenhuma vida se perca, pois é uma experiência amarga que deixa marcas profundas nos familiares e amigos.
Comentário por Antonab — 15 de novembro de 2009 @ 4:06
Caro Iuri, não sei se voce reparou, mas acho que a vassoura que está com a bicicleta deve ser para representar o gari que tambem foi morto neste acidente.
Não sei se este símbolo poderá mudar as atitudes, não custa tentar.
Comentário por Carlos — 15 de novembro de 2009 @ 8:36
Só para lembrar, “Ghost Bike” é uma homenagem e protesto existente riado em todos os cantos do mundo:
http://www.google.com.br/search?q=ghost+bike&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a
Vamos lutar para que não seja mais necessário instalar Ghost Bikes pela cidade. Respeito a vida!
Comentário por Bruno Alves — 15 de novembro de 2009 @ 13:05
Ami, meu filho Fernando Martins Couto, um jovem de apenas 32 anos, biólogo que trabalhava no Instituto Butantan, era amante da natureza era um homem muito respeitado e respeitador de todas as leis.
Ele como ciclista nunca atravessou um sinal vermelho e sempre que possível transitava pelas calçadas, pois palavras dele “ônibus não respeita ciclista”.
Se você observar o vídeo do acidente ele estava, juntamente com o gari na CALÇADA, esperando o sinal abrir para poder atravessar a outra metade da Av. Robert Kennedy.
Sei que existem todo tipo de pessoas boas e más também, mas meu filho era super respeitador e achei muito justa e linda a homenagem que fizeram para ele.
Espero também que o acidente dele seja o último naquele maldito lugar e que as autoridades acordem para o perigo daquele cruzamento.
Comentário por Regina Martins Couto — 16 de novembro de 2009 @ 8:36
Um protesto, que como vimos aqui incomoda os motoristas, agride suas puplilas e atrapalha a fluidez. Os que aqui se manifestam contra a ação, gostaria de parabenizalos, porque se existe uma razão para a ghost bike é lembrar o ocorrido, em alguns anos (desculpas à familia) não vamos lembrar os nomes, e procacel que a ghost não esteja lá, mas estou certo que aqueles que escreveram seu apoio ou repudia vão lembrar. Da bike, da vassoura, da discussão e com o tempo que apenas um mude de opnião, isto já é um resultado.
Obrigado aos reclamantes, a discussão será lembrada, principalmente por vocês. É assim que se faz um protesto.
Comentário por André Leme — 17 de novembro de 2009 @ 8:52