Terra Magazine

4 de novembro de 2009

BA: Movimento negro faz protesto pelo direito dos quilombolas

iurirubim às 14:14

Representantes do movimento negro começam novembro, o mês da consciência negra, fazendo um protesto contra diversas ações e planos do governo baiano que, segundo eles, prejudicam os direitos das comunidades quilombolas no Estado.

O ato acontece nesta quinta-feira, na Praça da Piedade (centro de Salvador), a partir das 15h (16h, no horário de Brasília).

Juntamente com o convite para a mobilização, o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado da Bahia (CDCN) divulgou um manifesto que explica as razões do protesto. O Blog das Ruas teve acesso ao documento e ao conjunto de demandas que as entidades do movimento negro baiano levam às autoridades do Estado.

Quem disse que os quilombolas têm que perecer sofridos e tristes?

Quem disse que os quilombolas têm que perecer sofridos e tristes?

A primeira questão, presente em quase todo o texto, é a necessidade de diálogo. Os manifestantes querem ser ouvidos em relação a iniciativas governamentais que têm relação direta com os direitos ou o modo de vida das comunidades. Aparentemente, essas entidades não têm sido consultadas.

Ainda com relação à demanda por diálogo, o documento denuncia a criminalização do movimento quilombola por setores do governo - o que, segundo o texto, é “racismo institucional”.

O manifesto faz um apelo pela estruturação do escritório do Incra na Bahia que “não tem sequer uma equipe completa para a principal ação do processo de regularização do território das comunidades quilombolas, que é o Relatório de Identificação e Delimitação, a etapa inicial do processo”.

Segundo o CDCN, existe apenas uma antropóloga no Incra/BA para 297 comunidades a espera da regulamentação de suas terras.

O manifesto tece, ainda, duras críticas a iniciativas das pastas de turismo e indústria do governo Jaques Wagner.

alvo da disputa entre quilombolas, governo e grupos privados internacionais

Ilha de Cajaíba: alvo da disputa entre quilombolas, governo e grupos privados internacionais

Na parte do turismo, questiona a privatização da Ilha de Cajaíba, no município de São Francisco do Conde, para a instalação de um empreendimento de “turismo internacional predatório”, o Ilha de Cajaíba Beach & Golf Resort.

A implantação de um pólo industrial naval na Reserva Extrativista do Iguape e a ampliação do Porto de Aratu e também são alvo de críticas do movimento negro. A primeira porque afetaria todo o modo de vida (extrativismo marinho) de uma região que abriga mais de 30 comunidades quilombolas e cerca de 20 mil pescadores e marisqueiros.

- Com a implantação deste projeto pretendem deslocar uma Comunidade Quilombola inteira, utilizando-se de praticas desrespeitosas, perseguindo lideranças, ameaçando a auto-sustentação das famílias, chantageando e perseguindo lideranças e entidades - escrevem as lideranças do movimento negro.

Já a ampliação do Porto de Aratu poderia aumentar a poluição no entorno - já considerável - e a incidência de contaminação por chumbo e cádmio, também detectada na área.

Existem, ainda, outras críticas e demandas menores que ampliam a cesta de reivindicações do movimento negro para esta manifestação. Este blog estará atento aos desdobramentos.

(fotos: Arquivo MDA; Aristeu Chagas/Agecom/BA; reprodução)

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29 de outubro de 2009

Inscreva sua banda de rock para tocar no carnaval em Salvador

iurirubim às 8:14

Até o dia 30/10, bandas de rock de todo o país podem inscrever-se para tocar no carnaval em Salvador.

Opa, mas calma aí quem espera tocar em cima do trio, na Barra ou no Campo Grande, para uma multidão de centenas de milhares de pessoas.

As inscrições são para o Palco do Rock, um festival alternativo, que surgiu da insatisfação de parte da população baiana com os gêneros musicais dominantes na maior festa de rua do mundo.

Até pela “incopatibilidade de gênios”, a folia das guitarras e dos headbangers acontece longe dos espaços tradicionais. Há 15 anos, o Palco do Rock é montado no coqueiral da Praia de Piatã, onde todas as noites, de sábado a terça-feira de carnaval, a tribo do rock se reúne.

Aberto ao público, o Palco recebe anualmente 36 bandas. Cerca de 32 mil pessoas assistem aos shows durante os quatro dias do evento.

- O Palco do Rock é o maior evento de rock independente da Bahia e o primeiro de rock durante o carnaval do país - dizem os membros da Associação Cultural Clube do Rock da Bahia (ACCRBA), responsável pelo festival.

Para definir quem sobe ao palco, a ACCRBA recebe todo ano material das bandas (daí o prazo no início deste post) e faz a seleção. Em 2009, todas as bandas receberam, inclusive, cachê pelas apresentações, algo que não ocorria desde 1996.

O Terra Magazine esteve no Palco do Rock em 2009, que recebeu, inclusive, bandas conhecidas, como Plebe Rude (DF) e Inocentes (SP) e uma estrangeira, a Underschool Element (Suiça).

A edição passada também inaugurou o “Espaço Interativo”, um ambiente para exposição de diversos tipos de manifestações culturais ligados ao mundo do rock - “ou não”, como dizem os organizadores. Ocupam o Espaço Interativo tatuadores e piecers, Djs, grupos de dança e teatro e mesmo grupos religiosos, como os Hare Krishna.

Então, roqueiro, quer saber como é tocar durante o carnaval, em Salvador?

(foto: divulgação)

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20 de outubro de 2009

PI: Na sexta edição, Festival de Oeiras tem Xangai e Zeca Baleiro

iurirubim às 14:26

Faz alguns anos que a cidade de Oeiras, a primeira capital do Piauí, localizada a 313 km de Teresina, abraçou a ideia de realizar um festival multicultural. Um evento que pusesse em diálogo as diversas linguagens artísticas e o patrimônio imaterial da cidade; que usasse o seu rico casario colonial como cenário para o encontro de artistas locais e nomes de expressão nacional.

Atualmente em sua sexta edição, o Festival de Cultura de Oeiras já devolve para o município os benefícios dessa aposta. “O Festival tem atraído turistas de várias regiões do país, gerado postos de trabalho e contribuído para o desenvolvimento de vários setores econômicos da região”, revela Delano Rocha, diretor superintendente do Sebrae no Piauí.

Igreja matriz da primeira capital do Piau�

Igreja matriz da primeira capital do Piauí

Em 2009, o Festival acontece dos dias 22 a 24 de outubro. Música, teatro, literatura, artesanato, cinema, patrimônio histórico e imaterial: é grande o cardápio de atrações na programação do evento.

Três palcos - o Pátio das Tradições e os Palcos José Expedito Rego e Possidônio Queiroz - são montados para receber shows, apresentações culturais e grupos folclóricos locais.

Nesses três dias, grandes nomes da música apresentam-se na cidade, a exemplo dos cantadores Zeca Baleiro, Elomar, Vital Farias e Xangai. A musicalidade piauiense é representada por artistas naturais do Estado, como Emerson Boy, Vavá Ribeiro, Frank Sabbá e Lázaro do Piauí. Já grupos de samba e de congo, reisados, capoeiristas, violeiros e rabequeiros fazem as honras da cultura popular da região.

Os Congos de Oeiras são reconhecidos pela sua beleza

Os Congos de Oeiras são reconhecidos pela sua beleza

Além das apresentações, o patrimônio cultural de Oeiras e seus arredores na feira de artesanato instalada na Praça da Bandeira. Nela, vinte e cinco estandes exibem desde cestaria, cerâmica e obras em madeira até bordados de ponto de cruz, hardanger e ponto cheio. Para aguçar todos os sentidos, outros quinze espaços oferecem ao público pratos da gastronomia da região.

Homenagem a José Expedito Rego

Neste ano, o Festival de Cultura de Oeiras rende homenagens ao médico e escritor José Expedito Rego, autor do hino da cidade e fundador do Instituto Histórico de Oeiras. Rego ocupou a cadeira no. 2 da Academia Piauiense de Letras.

(fotos: Nana Moraes [1]; reprodução [2, 3])

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13 de julho de 2009

SP: Mapeamento revela iniciativas sociais de arte e cultura para a juventude

A partir de um convênio entre a Coordenadoria Estadual de Juventude e o Centro de Estudos de Políticas Públicas - CEPP, dezesseis jovens estão mapeando as experiências sociais de arte e cultura desenvolvidas por ou para a juventude no Estado de São Paulo.

Os dados coletados permitirão conhecer a fundo as iniciativas mapeadas, seus perfis, graus de formalidade, tempo de trabalho, áreas de atuação, tipos de financiadores, volume de recursos mobilizados, mecanismos de divulgação e comunicação, articulação e características de suas parcerias, principais dificuldades e necessidades e potencial para intercâmbio.

A posse dessas informações vai orientar a elaboração e execução de políticas públicas no estado. “O mapeamento reforça nossa missão de ser uma fonte norteadora para a implementação de políticas públicas na área da juventude”, afirma Mariana Montoro, coordenadora estadual de juventude.

O levantamento, que começou em maio, dura quatro meses. Durante esse período, os jovens pesquisadores recebem uma bolsa-auxílio de R$ 300/mês para se dedicar, meio-período diário, à identificação dos grupos e projetos.

O mapeamento proposto para São Paulo segue o modelo bem-sucedido que o CEPP já implementou em toda a região nordeste, que agora está em curso no Espírito Santo e que também deve ser realizado no Rio de Janeiro.

Todas essas iniciativas serão integradas ao Banco de Experiências do Programa Juventude Transformando com Arte, que conta atualmente com 572 experiências do nordeste do país.

A divulgação desses grupos dá visibilidade às organizações pesquisadas aumentando as oportunidades de intercâmbio e financiamento de seus projetos.

“O mapeamento está se firmando como referência de consulta para todos os interessados no tema, em especial para governos, empresas, institutos e fundações que desenvolvem programas na área”, afirma Beatriz Azeredo, diretora do CEPP.

Este Blog, inclusive, já utilizou em diversas ocasiões os dados do Banco de Experiências do Programa  Juventude Transformando com Arte, comprovando sua relevância.

A versão final do mapeamento em São Paulo também fica disponível para o público no portal do Governo do Estado dedicado à juventude.

Além da Coordenadoria Estadual de Juventude e do CEPP, estão envolvidos na iniciativa as prefeituras de Ribeirão Preto, Sorocaba, São Vicente e Sertãozinho; o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ), da prefeitura de São Paulo; e a ONG Cidade Escola Aprendiz.

Quem quiser adiantar a pesquisa e informar sobre grupo ou organização que desenvolva atividades regulares com arte e cultura em processos de transformação social envolvendo jovens, entre o contato com juventudearte@juventudearte.org.br ou juventude@sp.gov.br.

(foto: Mila Petrillo / 2ª Mostra Brasil Juventude Transformando com Arte)

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17 de maio de 2009

“Feira Arteira” reúne várias modalidades de artesanato em Salvador

Tags:, , , , , - iurirubim às 7:00

Ainda é tempo de dar uma chegadinha ali, coladinho na famosa Sorveteria da Ribeira, e curtir uma feira de artes e objetos diferentes do habitual. A Feira Arteira começou ontem e vai até às 18h de hoje, no Largo da Ribeira, em Salvador.

Artesanato, arte em papel reciclado, bolsas, rendas, bijuterias. Até mesmo tecidos nigerianos podem ser encontrados lá. Além disso, culinária, música, apresentações de dança e cordel ajudam a criar o clima da Feira.

A Feira Arteira reúne diversas modalidade de artesanato

A Feira Arteira reúne diversas modalidade de artesanato

A Feira Arteira foi criada no ano passado, com o objetivo de criar um espaço descontraído e repleto de atrações artísticas, que sirva de vitrine para diversas modalidades de artesãos. Via de regra, os criadores produzem suas peças, quase sempre exclusivas.

- Esse evento mescla toda a “arteirice” do povo baiano. Com influências daqui e acolá! dizem os organizadores da Feira.

A Feira traz novidades realmente diferentes, como tecidos nigerianos

A Feira traz novidades realmente diferentes, como tecidos nigerianos

Esta é a terceira edição da Feira Arteira, realizada sempre num bairro diferente da capital baiana. Além de promover o encontro de artistas e artesãos, a Feira recolhe doações de alimentos não perecíveis a duas instituições da cidade.

(imagens: Blog Feira Arteira)

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5 de abril de 2009

BA: Capoeira comemora 120 anos do Mestre Pastinha

iurirubim às 16:41

Se ainda fosse vivo, Mestre Pastinha completaria hoje 120 anos. Um dos principais mestres de capoeira em toda a história da manifestação cultural, Pastinha recebe (mais) uma homenagem póstuma na tarde de hoje, na Academia João Pequeno de Pastinha - Centro Espotivo de Capoeira Angola, no Forte da Capoeira (Santo Antônio Além do Carmo, Salvador).

As comemorações dos 120 anos de nascimento do Mestre Pastinha começam às 13h, com uma oficina de confecção de caxixis.

Entre as 15h e as 17h30, uma série de mini-palestras apresenta aos participantes temas como a árvore genealógica; os ensinamentos do mestre; o uso das cores e as técnicas da capoeira angola; cantos e ladainhas. Cada mini-palestra tem duração de 20 minutos.

Ao cair do sol, uma roda de capoeira é comandada por Mestre João Pequeno de Pastinha, hoje com 91 anos, encerrando a atividade.

Todas as atividades têm entrada franca com exceção da oficina de caxixis (R$ 25,00).



Conheça a história do Mestre Pastinha (biografia adaptada do Portal Capoeira
)

Mestre Pastinha nasceu em 5 de abril de 1889, descendente de pai espanhol e mãe baiana. Foi batizado com o nome de Vicente Joaquim Ferreira Pastinha na cidade de Salvador-BA.

Conta-se que o princípio de sua vida na roda de capoeiragem aconteceu quando tinha oito anos de idade, sendo seu mestre o africano Benedito que, ao vê-lo apanhar de um garoto mais velho, resolveu ensinar-lhe as mandingas, negaças, golpes, guardas e malícias da Angola.

O resultado veio logo aparecer. Pastinha nunca mais fora importunado por ninguém. Serviu na Marinha de Guerra do Brasil, onde permaneceu por um período de oito anos. Mestre Pastinha de tudo fez um pouco: trabalhou como pedreiro e pintor, entregava jornais, tomou conta de casa de jogo… entretanto, o que mais gostava de fazer era ensinar “a grande arte”.

Pastinha conhecia a capoeira, sabia como era importante continuar aquela cultura, aconselhava que era preciso ter calma no jogo - “quando mais calma melhor pro capoeirista” - e que a capoeira “ela é o pai e mãe de todas as lutas do Brasil”.

Sabia muito bem os fundamentos e os segredos existentes na capoeiragem, cantava, tocava os instrumentos e ensinava como um verdadeiro mestre deve fazer.

Pastinha foi nas rodas de capoeira um autêntico mestre, um bamba na luta. Saindo da Marinha em 1910, inicia sua fase de professor de capoeira. Seu primeiro aluno foi Raimundo Aberrê, este se tornou um exímio capoeirista, conhecido em toda Bahia.

Segundo Mestre Pastinha, sua primeira academia ficava localizada no Largo do Cruzeiro do São Francisco, na rua do meio do terreiro. Pastinha dizia: “A capoeira tem muitas coisas. Primeira parte; a capoeira tem seu dicionário; segunda parte: tem seu dicionário; terceira parte: tem seu dicionário e quarta parte: tem seu dicionário”.

Ensinava que quando alguém fosse falar sobre capoeira dissesse somente o que sabia.

- Não vá dizer que a capoeira é o que ela não é, nem vá contar o que não viu ninguém falar, então, não vá contar aquilo que não pode contar. Não é todo mundo que vá abrir a boca e dizer eu conheço a capoeira, a capoeira é isso. Nem todos mentais, nem todos sujeitos podem abrir a boca para cantar o que é capoeira não - dizia.

Mestre Pastinha era uma pessoa bem humorada, descontraída, bastante receptivo, rico em conhecimento, seu saber transcendia as rodas de capoeira. Era uma pessoa do mundo ideal, camarada amigo, pai e irmão dos discípulos. Viveu intensamente seus longos anos dedicados à capoeira de Angola. Classificou-se na história da malandragem, da malícia, como ás.

Manteve, em sua academia de Angola, a originalidade da eficiência da luta. Contribuiu categoricamente com o seu talento e dedicação à capoeira para que a sociedade baiana e brasileira percebessem a capoeiragem como uma luta-arte imbatível, guerreira, que está além dos preconceitos que há na sociedade.

Vicente Pastinha foi filmado, fotografado, entrevistado, gravou disco e deixou um livro. A capoeira nunca mais poderá esquecer este ás, o guardião da capoeira Angola. Foi lá na casa 19, no largo do Pelourinho que funcionava a sua academia, o Centro Esportivo de Capoeira Angola fundada em 1941.

Milhares de pessoas estiveram na academia, ficavam impressionadas com as cantorias, com o som dos berimbaus, pandeiros e agogôs e principalmente, com os jogos que lá rolavam.

Por fim, foi feita uma reforma no sobrado, disseram ao mestre que ele não tinha com o que se preocupar, após terminadas as obras, ele voltaria lá, seu lar, sua academia.

Nunca mais se ouviu a voz de Pastinha dentro do velho sobrado. O Mestre Pastinha não voltou, morreu na escuridão de um quarto decadente no bairro Pelourinho em Salvador.

(foto: reprodução)

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25 de fevereiro de 2009

CE: Carnaval em Fortaleza começa logo depois do reveillon

iurirubim às 8:00

Enquanto todo o Brasil acaba de comemorar o carnaval, a capital cearense está na folia desde o dia três de janeiro, pouco depois da virada do ano.

Durante quase dois meses, os finais de semana de Fortaleza são animados por blocos de sambas, marchinhas e frevos, que fazem o pré-carnaval mais longo do país.

Em 2009, um recorde: 80 blocos desfilaram pelas ruas de Fortaleza, alegrando cerca de 300 mil foliões por fim de semana, segundo estimativas da prefeitura.

Os foliões fazem a festa desde 3 de janeiro em Fortaleza

Os foliões fazem a festa desde 3 de janeiro em Fortaleza

A folia é feita por blocos como o Ké Vim Venha, Mió K.I. e Concentra Mas Não Sai – que, como próprio nome diz, reúne os foliões mas não deixa a Praça do Ferreira – até o dia 14 de fevereiro, quando termina o pré-carnaval. Neste ano, as prévias foram encerradas pelo cantor Lenine, na Praia de Iracema.

Carnaval homenageia Humberto Teixeira

“Baião de Todos: uma homenagem a Humberto Teixeira” foi o tema do carnaval de Fortaleza (no período oficial) deste ano, entre os dias 21 e 24 de fevereiro.

o compositor cearense Humberto Teixeira (1915-1979) foi parceiro do pernambucano Luiz Gonzaga em canções referenciais como “Asa Branca”, “Qui nem Jiló”, “Assum Preto”, “No meu Pé de Serra“ e “Baião” - o primeiro dos muitos sucessos da dupla que conquistou o Brasil e outros países na década de 50.

O carnaval oficial faz homenagem ao compositor Humberto Teixeira

O carnaval oficial faz homenagem ao compositor Humberto Teixeira

Durante o período oficial, a capital cearense teve três circuitos oficiais, sendo que o principal, na Av. Domingos Olímpio, foi batizado de Pólo Humberto Teixeira, onde ocorreu o desfile oficial das agremiações carnavalescas.

(fotos: Divulgação/ Prefeitura de Fortaleza)

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6 de janeiro de 2009

Série sobre mestres populares

iurirubim às 9:03

A partir de hoje, o Blog das Ruas começa a publicar uma série de reportagens sobre os mestres populares da cultura – aquelas pessoas que, sozinhas ou em grupo, dedicam sua vida a desenvolver um saber específico e, assim, mantêm viva a cultura popular brasileira.

Serão matérias com abordagens distintas, envolvendo desde a compreensão dos mecanismo atuais de reconhecimento desses mestres até a imersão em seus universos particulares. Acompanhe!

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4 de janeiro de 2009

PB: Festival premia a poesia sertaneja

iurirubim às 16:32

Os próximos dias 9 e 10 de janeiro consolidam uma tradição que, há 14 anos, divulga a poesia de inspiração sertaneja.

O XIV FESERP Festival Sertanejo de Poesia - Prêmio Augusto dos Anjos acontece nestes dias na cidade de Aparecida.

Não a prima famosa de São Paulo, mas a pequena Aparecida do sertão paraibano, município de pouco mais de sete mil habitantes, a 420km da capital João Pessoa.

Os dois dias de grande movimentação cultural em Aparecida são clímax de um concurso de poesia, vigente desde o dia 15 de outubro de 2008, que premia poetas de todo país cujos versos sejam inspirados e façam referências à cultura sertaneja.

Os três primeiros colocados recebem o troféu Augusto dos Anjos, confeccionado pelo artista plástico Berg Almeida, um livro Antologia Poética do Feserpe certificado de participação.

As poesias melhores colocadas também farão parte do livro Antologia Poética do Feserp volume 5, que será lançado posteriormente pela Acauã Produções Culturais, promotora do evento.

Além de descobrir novos talentos da poesia nacional, o Festival e o Prêmio têm como objetivos a promoção dos poetas e a busca de espaços para divulgação dos mesmos; e a aproximação entre os artistas e a população.

Nenhum acaso, portanto, chamar-se Augusto dos Anjos, um dos mais expressivos poetas que nasceram na Paraíba.

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3 de janeiro de 2009

Pelô ganha espetáculo de som e luzes no verão

iurirubim às 12:11

Monumentos do Centro Histórico ganharão vida no espetáculo "Terreiro d´Yesu - Som e Luz", dirigido por Fernando Guerreiro, que antecipa a nova iluminação do Pelourinho, prevista para estar totalmente implantada em julho de 2009.

O espetáculo, com duração de 30 minutos, discute a presença da população negra na ocupação do Pelourinho e estréia na noite do dia 7 de janeiro, no Terreiro de Jesus, ficando em cartaz durante todo o verão.

“Os atores estão emprestando suas vozes para este espetáculo único, que conta a história da presença negra no Pelourinho, envolvendo monumentos históricos que ganham vida através do som e das luzes”, explica o diretor artístico do espetáculo, Fernando Guerreiro.

Lázaro Ramos interpreta o personagem principal, o Negro da Carrinha, que representa todos os negros que construíram e vivem no Pelourinho. É o herói que passa por uma odisséia interior para se impor sobre poderes que não concebem inclusão nem transformação.

“É um espetáculo que cria um diálogo entre o espaço do Pelourinho e a história da nossa cidade e das pessoas que vivem nela”, diz o diretor.

O cenário de “Terreiro d´Yesu – Som e Luz” é o Largo do Terreiro de Jesus e os edifícios monumentais do entorno, como a Catedral Basílica, a Igreja de São Domingos, a Igreja de São Pedro dos Clérigos, a Faculdade de Medicina e o casario da arquitetura civil.

O espaço da encenação congrega também outros elementos importantes para a memória do lugar, como a Cantina da Lua.

A trama se desenvolve através de imagens e experiências sensoriais relacionadas com o espírito da cultura local. O espetáculo utiliza efeitos visuais (luminotécnicos e pirotécnicos), sincronizados sobre trilha sonora original contendo narrações, músicas e efeitos sonoplásticos. A direção musical é de Jarbas Bittencurt.

O roteiro e texto do espetáculo, construídos a partir de um briefing da Secretaria de Cultura, são de Sérgio Rivero. O texto reflete as relações “político-poéticas” mantidas pelas representações simbólicas das edificações existentes no Terreiro de Jesus.

Cada edifício-personagem deverá representar um viés das relações histórico-culturais, contrapondo, dialeticamente e com humor, cultura popular e poder institucional.

“Terreiro d’Yesu – Som e Luz” é definido como uma fábula inspirada na cultura negra, com temática que discute o poder, o Pelourinho e seus moradores, preconceito social e racial e urbanidade.

“Queremos causar um impacto e uma discussão sobre o Pelourinho”, explica o diretor Fernando Guerreiro.

O Espetáculo antecipa a esperada mudança de aspecto do Centro Histórico da capital baiana, a partir da iluminação cênica de suas construções. “Nossa previsão é que até julho a nova iluminação pública e de 23 monumentos do Centro Histórico esteja pronta”, avisa Beatriz Lima, coordenadora do Escritório de Referência do Centro Antigo.

 

(Foto: Divulgação)

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