SP: Cidade constrói “ocas” para Festival Indígena
Começou ontem e vai até a segunda-feira (20/4), na cidade de Bertioga, no litoral paulista, o Festival Nacional de Cultura Indígena. O evento acontece no Parque dos Tupiniquins, próximo ao Forte de São João, o primeiro forte do Brasil, construído em 1534.
Chamada antigamente pelor índios de ‘Buriquioca’ (”Morada dos Macacos Grandes”, na língua Tupi), Bertioga espera receber pelo menos 15 mil turistas nos três dias de Festival.
Sete povos indígenas estão presentes na celebração: Guarani; Xerente; Terena; Manoki; Karajá; Paresi Halití e Mehinako.
O Festival substitui a antiga Festa Nacional do Índio, realizada anualmente desde 2001 como celebração ao Dia do Índio, comemorado hoje, 19 de abril.
Mais que uma mudança de nome, o recém-nascido Festival foi desenhado para incorporar na festa a discussão da causa indígena - não por acaso, o evento é apoiado pela FUNAI e pelo Comitê Intertribal (ITC).
Segundo o próprio Comitê, foi idealizado um “cenário onde as comunidades indígenas pudessem se encontrar, intercambiar valores culturais e consolidar com a comunidade de Bertioga e outras regiões, uma aliança pela identidade brasileira”.
O novo formato tenta também aproximar o visitante do dia-a-dia do índio. Pela primeira vez, foram construídas sete ocas, casas onde habitam os indígenas, onde serão comercializado o artesanato das tribos presentes no Festival.
Com o lema “Posso ser o que você é, sem deixar de ser quem sou”, o evento terá apresentações dos povos indígenas e de grupos culturais sobre a temática.
Na abertura oficial, às 20h de ontem, teve o hino nacional interpretado em Guarani, pelo cacique Robson Miguel.
Além das apresentações, acontecem atividades esportivas, uma mostra da cozinha indígena, feira de artesanato e exposições culturais. Uma das ações mais esperadas do Festival é o simpósio que discute os direitos indígenas, que acontece durante o período da manhã, nos três dias de evento.
(foto: Tatiana Cardeal)
