Terra Magazine

1 de setembro de 2009

SP: Começa a 5a. edição do festival ecológico Ecosystem

Pela quinta vez, DJs internacionais deixam de cobrar cachê para participar do Ecosystem, festival ecológico de música eletrônica.

Criado em 2005 pelo DJ Carlos “Soul” Slinger, é considerado um dos eventos pioneiros no engajamento da juventude para defesa do meio ambiente e dos direitos humanos. Sob a supervisão do Greenpeace, responsável pela eco-visão que norteia o evento, jovens e DJs reuniram-se a indígenas, celebrando a proteção à natureza.

As três primeiras edições do Ecosystem ocorreram na Amazônia (Manaus) e a quarta, em Brasília. Esta é a primeira vez que o evento vai para São Paulo.

O Ecosystem 5.0 mantém a fórmula de misturar diversão e música a palestras sobre as diversas perspectivas de sustentabilidade. No comando das pick-ups, gente como o duo Air Liquide; Tc Izilam e DJ Wesnesday, além dos DJs brasileiros Soul Slinger e Bell Mesk.

Algumas das atividades do Ecosystem acontecem no espaço Matilha Cultural!, por ocasião do Setembro Verde. Dentre elas, uma mostra de filmes ambientais - com curadoria coletiva das ONGs e grupos envolvidos - e workshops com DJ G. Brown (Hip Hop), SPLURT (Reggae).

O clímax do Festival, a festa de encerramento, acontece no dia seis de setembro, na Casa das Caldeiras.

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28 de junho de 2009

SP: Ciclistas protestam contra “cemitério de árvores” na Marginal Tietê

No momento que publico este post, um grande grupo de ciclistas, mobilizado pelo Coletivo Pedal Verde, deve ter chegado à Ponte das Bandeiras. Lá, encontra-se com outros ativistas ambientais para vistoriar o “cemitério de árvores” - como passou a ser chamado o local onde, na última segunda-feira, foram cortadas árvores de mais de 50 anos para a reforma da Marginal Tietê (imagem abaixo).

>> Veja o trajeto cumprido pelos ciclistas

No convite do encontro, as árvores ainda existem

No convite do encontro, as árvores ainda existem

Segundo alegam os manifestantes, que fazem uma espécie de piquenique no local, para ampliar a Marginal Tietê, a prefeitura da capital paulista está eliminando “diversas árvores com mais de 50 anos de vida, que cumprem papel ecológico importantíssimo no equilíbrio climático e da poluição da marginal”.

A própria Secretaria de Verde e Meio Ambiente de São Paulo (SVMA) admite o “corte de 559 árvores no entorno da via em um universo de 4.589 árvores existentes no local” - ou seja, mais de 10% do total de árvores.

árvores com mais de 50 anos mortas

As provas do "ecocídio": árvores com mais de 50 anos mortas

Ainda de acordo com a SVMA, 419 das árvores a serem eliminadas são exóticas, “como fícus elásticas, eucaliptos, chorões etc.”.

Essas informações estão num texto de esclarecimento da Secretaria, no qual o órgão municipal afirma que o corte justifica-se por tratar-se de uma obra emergencial (a reforma da Marginal Tietê). Afirma também que, posteriormente, serão platandas 4900 árvores na Marginal, 83 mil em seu entorno e 63 mil no Parque Ecológico do Tietê, que também será criado (veja íntegra do texto).

Entretanto, os ativistas garantem que - embora seja chocante, de sua perspectiva - o corte das árvores não é o único problema da obra de reforma da Marginal.

As cruzes foram colocadas pelos cicloativistas

As cruzes foram colocadas pelos cicloativistas

Argumentam que a impermeabilização dos canteiros centrais, responsáveis pelo escoamento das águas, agravará o problema já crônico das enchentes naquela via.

- Esse projeto assina o decreto de morte para que um dia possamos a voltar a viver juntos e de forma saudável junto do Rio Tietê, indo completamente na contramão de projetos realizados em diversas cidades pioneiras do mundo - um retrocesso de mais de 40 anos no pensamento humano!!! - afirma o Coletivo Pedal Verde.

O Blog das Ruas passará a monitorar os desdobramentos dessa questão.

(fotos: Luciano Ogura)

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