Terra Magazine

25 de junho de 2009

Irmandade da Boa Morte vira Patrimônio Imaterial da Bahia

A Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, em Cachoeira (BA), vai se tornar “Patrimônio Imaterial da Bahia”. O anúncio oficial, feito pelo governador Jaques Wagner, estava marcado para hoje, lá mesmo em Cachoeira, às 11h.

Há certa polêmica entre os autores sobre o início da Irmandade da Boa Morte e de seus rituais. Alguns afirmam que ela surgiu nos primeiros anos do Século XIX. Outros sugerem que seu nascimento se deu ainda no Século XVIII.

Mas existe consenso quanto à Irmandade ter surgido pela iniciativa de negras livres, no bairro da Barroquinha, na capital baiana. De lá, a organização teria migrado (ou desdobrado-se) para Cachoeira quando, em 1820, fui fundada a Irmandade da Boa Morte naquela cidade.

O governador Jaques Wagner, na sede da Irmandade da Boa Morte

O governador Jaques Wagner, na sede da Irmandade da Boa Morte

A Irmandade é exclusivamente feminina e só aceita mulheres negras por volta dos 40 anos. Atualmente, reúne 22 irmãs. Realiza anualmente, sempre no mês de agosto, a Festa da Boa Morte, uma tradição secular de agradecimento religioso (tanto o candomblé quanto o catolicismo) pela libertação de escravos. Todos os anos, a Festa da Boa Morte leva milhares de pessoas a Cachoeira.

Veja matéria sobre a Festa da Boa Morte de 2008.

O anúncio da Irmandade da Boa Morte como Patrimônio Imaterial da Bahia é um dos atos que marcam a transferência anual da sede do Governo do Estado para a cidade.

(fotos: Iuri Rubim/Blog das Ruas e Manu Dias/AGECOM)

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