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11 de novembro de 2009

RJ: Baixada Fluminense recebe festival de música independente

A partir de amanhã e até o próximo domingo (12 a 15/11), a cidade de Nova Iguaçu é a Meca dos roqueiros da Baixada Fluminense.

Durante esse período, acontece o Espaço do Rock 2009, um festival de música independente que extrapola a ideia de “mostra de bandas” e incentiva tanto a reflexão sobre a arte quanto a interação entre diferentes linguagens. A entrada é gratuita, mediante distribuição de ingressos uma hora antes dos shows.

A Banda Medulla (foto) é uma das mais de 20 atrações do evento, criado em 2007 pelos amigos Antonio Felipe Vieira (Black); Marcelo Faria; Thaís Santos e Yuri Chamusca - salvo engano, todos na casa dos 20 anos. Veja a programação.

Bacana inclusive ouvir dos organizadores que o Festival é, também, uma forma de ocupação dos espaços públicos - no caso, o Espaço Cultural Sylvio Monteiro, na região central de Nova Iguaçu -, raramente destinados à prática do rock.

Três anos depois de sua concepção, o Espaço do Rock mantém-se fiel ao seu objetivo inicial: apresentar bandas novas e dar oportunidade para bandas reconhecidas da Baixada Fluminense tocarem “em casa”.

Embora seja um festival de música, o Espaço do Rock abre espaço também para o grafite; debates sobre rock e sobre a cena independente da Baixada Fluminense; exibição de filmes e apresentações de arte circense. Relaciona-se, ainda, com outros gêneros musicais, ao ceder o palco para o reggae no primeiro dia do Festival.

(Foto: Banda Medulla)

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26 de outubro de 2009

Festival indígena vira atração turística no Acre

Começou no último domingo (25/10) o Festival Yawá, um momento de celebração da cultura indígena, de resgate de brincadeiras tradições do povo Yawanawá.

O Festival é o símbolo da independência e da identidade dos Yawanawá. Vítimas de um “massacre cultural” provocado pela intervenção de peruanos, brasileiros e missionários norte-americanos, especialmente nas décadas de 70 e 80, o povo Yawanawá esqueceu sua língua nativa (lembrada apenas pelos mais velhos) e parou de realizar rituais sagrados, como usar rapé e beber o Uni (ayahuasca).

Toda a Aldeia Nova Esperança, na Terra Indígena do Rio Gregório, para durante o período da festa, que vai até a próxima sexta-feira (30/10). São suspensas todas as atividades cotidianas e todos dedicam-se apenas à imersão de uma semana nos costumes e brincadeiras da tribo, que poderiam desaparecer junto com os seus últimos anciões.

Hoje, graças a um trabalho de recuperação desses referenciais culturais, o povo Yawanawá voltou a sentir orgulho de sua ancestralidade. Mais que isso: aprendeu estabelecer um diálogo saudável com o mundo do homem branco sem que isso signifique abrir mão de seus valores indígenas.

Além dos rituais espirituais do uso do rapé e do Uni, que acontecem com frequência durante a festividade, centenas de índios celebram a terra e a cultura Yawanawá com cantos, pintura corporal e danças - como a pisada no pé, que gera muitos inícios de namoro - e provas de resistência, vistas como oportunidade para os jovens da aldeia exibirem-se às mulheres.

Vale mencionar a prova da espinha de peixe (foto no topo), realizada por indígenas que estejam com “desejo de vingança”. Em duplas, cada oponente dá duas investidas, à toda força, com talo de bananeira nas costas do outro - podem participar da prova, inclusive, mulheres e crianças.

Ao final, a dupla exibe orgulhosa as marcas das chibatadas e dão as mãos, sinalizando que as pendências entre eles estão resolvidas.

O Festival Yawá é uma síntese das tradições e costumes dos Yawanawá

Para os indígenas, o Festival é também uma oportunidade de agradecer aos espíritos da floresta pelos bens que ela oferece e pelos momentos de alegria vividos durante esse período.

Etnoturismo

O Festival Yawá começou a ser realizado em 2002, como parte da reconstrução cultural dos Yawanawá.

Desde o anos passado, porém, a festividade foi aberta a turistas, o que representou uma grande abertura para a tribo e um novo marco de diálogo com a cultura do homem branco.

Essa abertura é, na verdade, um entendimento entre os Yawanawá, empresas privadas e autoridades governamentais. Afinal, como diz o secretário de Turismo do Acre, Cassiano Marques: “Não se pode chegar à aldeia de qualquer jeito. É necessário estabelecer limites de visistantes, retonor financeiro para os índios, regras de visitação”.

Além de assistir às atividades do Festival, os turistas também alimentam-se de pratos tradicionais da cultura Yawa, cujos ingredientes predominantes são carnes de caça e peixes e iguarias à base de batata, milho, banana e mamão.

O Festival acontece na Aldeia Nova Esperança, dentro da Terra Indígena do Rio Gregório, a primeira a ser demarcada no Acre, em 1984, e um dos maiores territórios indígenas em solo acreano. No ano passado, a terra foi revista e ampliada, ocupando um perímetro de 239 quilômetros.

A Aldeia fica entre os municípios de Cruzeiro do Tarauacá. Para se chegar é preciso pegar um voo de Rio Branco até um dos dois municípios e transporte terrestre pela BR 364, até a ponte do Rio Gregório. Na ponte, pequenos barcos fazem o trajeto até a aldeia, que pode durar até 8h por conta das condições de navegabilidade.

Algumas empresas, como a Manain-Amazônia, oferecem pacotes para a festa, já bastante requisitados, especialmente por turistas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Também é possível fazer contato direto com administradores do povo Yawanawá, como o filho do cacique, Macilvo Yawanawá, pelo telefone (68) 9206.4261.

(fotos: Sérgio Vale/ Secom/Acre)

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12 de outubro de 2009

RS: Festival premia melhor história de pescador

Que brasileiro não conhece uma divertida - e absurda - história de pescador? Peixes gigantes, pescaria abençoada, briga com tubarões, sereias… o repertório é interminável num país com tantos rios e tamanho litoral.

Mas agora, ao invés de impressionar a família e os amigos, essas histórias vão valer prêmios. É isso aí: a Casa de Cultura do Litoral Norte do Rio Grande do Sul está com inscrições abertas para o primeiro Festival de Contação de Histórias de Pescador.

- O Festival surgiu da necessidade de afirmar a identidade cultural do povo gaúcho que vive na beira da praia. O típico gaúcho é o homem montado a cavalo com a pampa aberta à sua frente. Esse não é o nosso referencial de gaúcho. Aliás, existem muitos outros tipos de gaúcho. Então nada melhor que contribuir para diversidade cultural do nosso estado e fortalecer a figura do pescador e seu entorno como referenciais culturais do nosso povo - argumenta Ivan Therra, coordenador da Casa de Cultura do Litoral Norte e membro do jornal comunitário O Marisco.

O Festival é aberto ao público e acontece nos dias 30 e 31 de outubro, no Centro Municipal de Cultura de Torres (RS), com o apoio do Sesc-RS.

Durante esse período, vinte histórias pré-selecionadas são contadas à platéia (10 por dia). Um júri analisa a qualidade das histórias e a performance dos concorrentes para escolhes os três vencedores, nas categorias “real/ humorística”; “fantástica/ imaginária” e “ecológico”.

- A gente podia fazer um festival de música, literatura, cinema, mas todos eles seriam restritos aos profissionais daquela área. Já a contação de histórias não. Todo mundo conta histórias, nossa vida é contar histórias. Principalmente as comunidades do litoral, criadas em torno da pesca. Além disso, é uma proposta nova. Eu não tenho notícia de evento similar no Brasil - afirma Therra.

De fato, é um Festival bastante aberto: qualquer brasileiro pode participar. Para isso, basta acessar o site do Festival e enviar uma história de no máximo duas páginas. As inscrições são gratuitas e vão até o dia 17 de outubro.

O festival premia histórias reais, fantásticas e de teor ecológico

O festival premia histórias reais, fantásticas e de teor ecológico

A organização do evento afirma ter recebido, até o último sábado, trinta e oito histórias. “Recebemos inscrições de todo o Estado do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Também tivemos contato com o pessoal da Amazônia, mas eles não devem vir por causa da distância”, conta Ivan Therra.

O prêmio em cada uma das três categorias é de mil reais. As histórias premiadas também serão transformadas em curtas-metragens - o orçamento para isso já está garantido.

Além disso, todas as 20 histórias pré-selecionadas para apresentação nos dias 30 e 31 de outubro serão publicadas num livro-coletânea.

E então, você tem uma história de pescador cabulosa para contar? Só não vale falar do Minhocão, um ser misterioso que vive na Lagoa do Armazém, em Tramandaí, que quebra barcos, come galinhas e ovelhas e é responsável pelo sumiço de pescadores. Esse aí ninguém nunca viu, mas todo mundo já conhece…

(fotos: divulgação)

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18 de setembro de 2009

MG: Festival de Jazz faz tributo a Billie Holiday nos 50 anos de sua morte

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Começa esta noite a oitava edição do Festival Tudo É Jazz de Ouro Preto (MG). Quem estiver lá até o dia 20 de setembro, tem a chance de ver estrelas do jazz internacional tocando com, ao fundo, a primeira cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO (em 1980).

Todos os shows do Festival são gratuitos e acontecem ao ar livre, no tradicional Largo do Rosário. Serão 11 apresentações em três dias, com a participação de cerca de 70 músicos. Na programação, nomes como Madeleine Peyroux, revelações como a cantora e guitarrista Kate Schutt, e veteranos, a exemplo do guitarrista Bucky Pizzarelli.

O Brasil também está representado no festival pela cantora Mart’Nália, que se junta a Peyroux e a Lady Day All-Star Band - composta por 6 músicos de peso do cenário jazzístico internacional - no Tributo a Billie Holiday, realizado no dia 19 de setembro, com direção musical de Oded Lev-Ari.

O evento também integra as atividades do Ano da França no Brasil, comemorado no último dia de festival com a apresentação de um quarteto de ex-alunos da Escola de Marciac e da Paris Jazz Big Band, a maior da França.

Setecentos dólares na coxa

Tida como a maior cantora de jazz de todos os tempos, Billie Holiday morreu no dia 17 de julho de 1959. Apesar da fama, sucumbiu ao álcool e às drogas.

Morreu pobre, de overdose, num hospital público, com 700 dólares - todo dinheiro que tinha - colados com esparadrapo na coxa.

O apelido “Lady Day” foi-lhe dado pelo saxofonista Lester Young, com quem tocou por muito tempo.

(foto: William P. Gottlieb/Ira and Leonore S. Gershwin Fund Collection, Music Division, Library of Congress)

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14 de setembro de 2009

SP: Festival de Cultura Tradicional deve atrair um milhão de pessoas

Qualquer admirador da cultura popular gostaria de estar em São Paulo - a cidade mais urbanizada do país - nos dez dias entre 11 e 20 deste mês.Paradoxo? Não mesmo. Na última sexta-feira foi aberto na metrópole o 13º Revelando São Paulo - Festival de Cultura Tradicional Paulista, cuja maior parte das atividades acontece no Parque da Água Branca.

O Festival é uma compilação extensa da cultura popular no Estado, reunindo manifestações culturais oriundas de 200 municípios de São Paulo. Cerca de 300 grupos apresentam-se durante o evento, que conta também com 155 estandes de artesanato e 80 de culinária típica.

Dentre as numerosas atrações da programação, o público tem a oportunidade de apreciar as Folias de Reis e do Divino, Cortejo de Bonecões, Orquestras de Viola, Violeiros e Sanfoneiros, grupos de Catira, Fandangos e Cururus, Congos e Moçambiques, Serestas e as Noites dos Tambores, Cigana, de Quadrilhas e Manifestações Cosmopolitas.

Isso sem contar as Cavalgadas, Cavalhadas, Tropas de Mulas e Carros de Bois, que levam à capital paulista mais de 200 animais, entre cavalos, bois, búfalos e mulas.

Tamanha diversidade realmente não poderia passar despercebida: espera-se que o evento, gratuito, seja capaz de aglutinar um público de aproximadamente 1 milhão de pessoas durante o período do Festival.

Criado em 1997, quando atraiu 50 mil pessoas, o Revelando São Paulo passou a ser realizado ao longo do ano, em diversas cidades do Estado - obviamente, com duração e formatos distintos. Neste ano, já aconteceu no em Iguape, no Vale do Ribeira (junho) e em São José dos Campos, no Vale do Paraíba (julho). E deve ocorrer ainda em Bauru (outubro), Franca (novembro) e Atibaia (dezembro).

O mais interessante a respeito do festival, entretanto, é que a sua organização tem a sagacidade - e competência - de reunir sob a marca diversos outros encontros e festivais da cultura popular paulista, muitos inclusive preexistentes.

Assim, quem vai ao Revelando São Paulo pode presenciar o II Encontro de Orquestras de Viola Caipira, o XI Encontro de Catira, a IX Noite de Tambores, o XVII Festival de Bonecos de Rua e Cabeções e assim por diante.

A programação do evento traz uma média de pelo menos dois encontros/ festivais interessantíssimos assim por dia.

É simplesmente impensável a reunião de tantas e tão diferentes manifestações populares num período tão curto de tempo. Para quem nasceu e foi criado na capital, distante de praticamente todas essas expressões da cultura brasileira tradicional, é uma oportunidade única.

Como se isso tudo não fosse suficiente, comunidades indígenas do Estado conduzem, durante todo o período do Festival, jogos e brincadeiras numa grande arena montada no local.

Pronto. Agora você pode desligar o computador e ir correndo curtir o Revelando São Paulo.

(fotos: Gina Mardones)

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1 de setembro de 2009

SP: Começa a 5a. edição do festival ecológico Ecosystem

Pela quinta vez, DJs internacionais deixam de cobrar cachê para participar do Ecosystem, festival ecológico de música eletrônica.

Criado em 2005 pelo DJ Carlos “Soul” Slinger, é considerado um dos eventos pioneiros no engajamento da juventude para defesa do meio ambiente e dos direitos humanos. Sob a supervisão do Greenpeace, responsável pela eco-visão que norteia o evento, jovens e DJs reuniram-se a indígenas, celebrando a proteção à natureza.

As três primeiras edições do Ecosystem ocorreram na Amazônia (Manaus) e a quarta, em Brasília. Esta é a primeira vez que o evento vai para São Paulo.

O Ecosystem 5.0 mantém a fórmula de misturar diversão e música a palestras sobre as diversas perspectivas de sustentabilidade. No comando das pick-ups, gente como o duo Air Liquide; Tc Izilam e DJ Wesnesday, além dos DJs brasileiros Soul Slinger e Bell Mesk.

Algumas das atividades do Ecosystem acontecem no espaço Matilha Cultural!, por ocasião do Setembro Verde. Dentre elas, uma mostra de filmes ambientais - com curadoria coletiva das ONGs e grupos envolvidos - e workshops com DJ G. Brown (Hip Hop), SPLURT (Reggae).

O clímax do Festival, a festa de encerramento, acontece no dia seis de setembro, na Casa das Caldeiras.

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26 de agosto de 2009

Maior Festival de Teatro de SP acontece na periferia

Amanhã começa o IV Festival Nacional de Teatro do Campo Limpo, bairro da periferia de São Paulo. E é justamente nesse bairro fortemente dividido, onde favelas e conjuntos populares ficam lado a lado com condomínios de classe média e média alta, que acontece o maior festival de teatro do Estado de São Paulo.

“É o maior festival do Estado de São Paulo”, garante Luciano Santiago, coordenador responsável pelo Festcal, em entrevista ao site Catraca Livre.

Santiago ainda afirma que as companhias que fazem parte do festival têm uma proposta de pesquisa continuada e “estão preocupados em saber como a obra apresentada chegará para as pessoas, por isso, estudam movimentos sociais, culturais e teatrais”.

Idealizado pela Trupe Artimanha e realizado pela primeira vez em 2006, com a participação de 11 grupos, o Festival vem crescendo ano a ano. Na quarta edição, apresentam-se 39 grupos de 15 cidades e seis estados brasileiros, além do distrito federal.

Completamente gratuito, o Festcal dura 12 dias (27 de agosto a 7 de setembro). As apresentações ocorrem em seis espaços distintos: os CEUs (Centros Educacionais Unificados) Casablanca, Paraisópolis e Cantos do Amanhecer; o Centro Cultural Monte Azul; o Espaço Artemanha de Teatro e a Praça do Campo Limpo, onde acontece a mostra de teatro de rua (5, 6 e 7 de setembro).

Além das apresentações, a programação do Festcal também inclui oficinas e debates.

Em 2009, a novidade do Festival são os “Encontrões Noturnos”, um momento para conhecer trabalhos em processo de experimentação, performances e cenas curtas. Nove coletivos participam dos Encontrões, que são realizados no Espaço Artemanha de Teatro, sempre às 23h.

Nos dias de encerramento (6 e 7 de setembro), as noites terminam com a apresentação de poetas no Sarau Exepedición Dondes Miras e de dois grupos musicais da região: Velha Guarda do Helga e a Banda Preto Soul.

(foto: divulgação)

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12 de agosto de 2009

MS: Vídeo Índio Brasil projeta indígenas nas telonas

O Festival Vídeo Índio Brasil 2009, que acontece até o dia 16, chega a sua segunda edição com projeções em aldeias e localidades de sete cidades do Mato Grosso do Sul, onde vive 10% dos cerca de 700 mil indígenas brasileiros.

O evento, realizado pelo Pontão de Cultura Guaicuru, valoriza a presença das muitas populações e etnias indígenas na telona como forma de difundir a cultura indígena no Brasil.

São cerca de 285 atividades entre seminários, debates, exposições, exibições de filmes e uma oficina de produção de vídeo para indígenas.

Quarenta filmes serão exibidos em 16 localidades diferentes de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Sidrolândia, Caarapó, Bonito e Coxim.

“A cultura indígena é a base da diversidade cultural brasileira. Nós, da cultura, queremos um País multicultural, e o Vídeo Índio Brasil quer revelar essa multidiversidade”, disse Andréa Freire, a coordenadora do Vídeo Índio Brasil 2009, na abertura do festival, na última segunda-feira.

Entre os destaques da programação, duas produções de atores globais: os documentários “Hotxuá”, de Letícia Sabatella, e “Expedição A’uwê, A Volta do Tsiwari”, de Marcos Palmeira e Laine Milan.

Enquanto o primeiro conta a história de Hotxuá, o palhaço sagrado da tradição dos índios Krahô, do Tocantins, o filme de Marcos palmeira retrata a vida de 400 pessoas na Terra Indígena Parabubure, no Mato Grosso, onde vivem Xavantes das aldeias São Pedro e Onça Preta.

Como não poderia deixar de ser, o Festival também exibe várias produções de cineastas indígenas, entre elas: “Bakororo Itubore, Ure Boe Ero Towujewuge, Legisladores Bororo”, de Paulinho Kadojeba, sobre um rito que representa os criadores das regras sociais da sociedade Bororo; “Um Olhar Sobre Ñhandereko”, de Sandra Terena e Aline Pereira, sobre o contato da população da aldeia Mbyá Pindoty, na Ilha da Cotinga (litoral paranaense) com o homem branco; “Tsõ’rehipãri, Sangradouro”, de Divino Tserewahú e Tiago Campos Tôrres, sobre a relação entre um grupo Xavante e a missão Salesiana de Sangradouro; e “Pi’õnhitsi, Mulheres Xavante Sem Nome”, dos mesmos autores, que tentam produzir um filme sobre ritual de iniciação feminina xavante.

Seja como autores das obras, seja como personagens principais de produções não-indígenas, os povos nativos brasileiros passam a ocupar um dos principais espaços de afirmação cultural contemporânea, o audiovisual.

Infelizmente, ainda hoje isso pode causar estranhamento a muitas pessoas, que vêem algo de impróprio na relação entre indígenas e uma câmera de vídeo.

É triste imaginar que esta ou outras notícias sobre o tema podem gerar comentários para lá de preconceituosos como “E índio faz filme?” ou “Lugar de índio não é na aldeia?”.

Quando vamos nos acostumar a esta cena no cinema?

Quando vamos nos acostumar a esta cena no cinema?

Em resposta a esse tipo de pensamento, o seminário “A Imagem dos Povos Indígenas na Mídia” faz parte da programação do Festival. Todas as manhãs até o dia 16, No CineCultura, em Campo Grande, cineastas e personalidades, indígenas ou não, discutem vários tópicos relacionados à imagem dos povos nativos - ou a ausência dela - construída pelos meios de comunicação.

A primeira edição do Vídeo Índio Brasil aconteceu no ano passado em Campo Grande, Corumbá e Dourados.

As atividades atingiram de forma direta mais de 10 mil espectadores nas três cidades, em oito locais, com grande repercussão em todo o País.

O Vídeo Índio Brasil 2009 é organizado pela Associação Cultural Oficina de Criação / Pontão de Cultura Guaicuru em parceria com o CineCultura, a Associação Amigos do CineCultura, a Funai, a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura e o Ministério do Turismo.

(imagens: Ministério da Cultura [1]; Vídeo Índio Brasil [2, 3])

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10 de julho de 2009

Coral faz campanha para ir à “copa do mundo” da música de coro, na Áustria

Já pensou se classificar para a Copa do Mundo e não poder participar dela? É assim que podem se sentir os jovens do Coral da Academia Libre Cantare, da pequena Itabirito (MG).

Em dezembro de 2008, logo após gravar seu primeiro CD, o Coral se inscreveu na categoria infanto-juvenil do 26º Festival Internacional de Corais Franz Schubert, em Viena, na Áustria, que acontece no período de 11 a 15 de novembro de 2009.

Foi selecionado. Pode não parecer muito para quem não é da área, mas o Festival é comparado a uma Copa do Mundo ou um Oscar pela sua importância para a música de coro.

O Coral de Itabirito, formato há oito anos por jovens entre 13 e 20 anos, já conquistou um feito inédito sem nem levantar voo: esta é a primeira vez que um coral brasileiro é selecionado para este festival.

- Para nós, além de ter sido surpresa muito grande, é um acontecimento praticamente histórico, principalmente no coro juvenil. O Brasil não teve nenhuma participação nos anos anteriores. Quase não acreditei - conta Leandro Henrique Dantas, 28, maestro do Coral.

Esses jovens realizaram um feito que nunca outro coral brasileiro conseguiu

Esses jovens realizaram um feito que nenhum outro coral brasileiro conseguiu

A mera apresentação do Coral de Itabirito no evento já faz o grupo ser considerado um dos 1000 melhores do mundo. Competitivo, o Festival faz um ranking dos melhores coros do planeta. Apenas na etapa Áustria, deve reunir representantes de 50 países.

“A premiação lá pode garantir uma turnê internacional. O grupo se torna muito visível em todo o mundo”, diz Telmo Lins, produtor do Coral.

Entretanto, para que o maestro e os jovens de Itabirito realizem o sonho de figurar entre os melhores do mundo do canto coral, eles precisam conseguir chegar até Viena. E parece que este vai ser um desafio ainda mais difícil.

- Achávamos que o mais difícil seria a seleção. Porque competiram com a gente mais de 4500 grupos, cantores de tudo que é lugar. E não temos nem de longe as mesmas condições de local, verba, professores e preparação que têm os corais dos Estados Unidos e da Europa. Falta estrutura. Mas agora percebo que vai ser ainda mais complicado conseguir esse dinheiro para viajar - desabafa o maestro Leandro Dantas.

Segundo o produtor do grupo, que sobrevive hoje com apoio da lei municipal de incentivo, o custo da viagem, principalmente passagens e hospedagem para 35 pessoas - entre elas os cantores, o maestro, o produtor, o diretor do Coral e dois pais -, gira em torno de R$ 100 mil.

Para participar do Festival, o Coral de Itabirito tem que juntar R$ 100 mil até outubro

Para participar do Festival, o Coral de Itabirito tem que arrecadar R$ 100 mil até outubro

- A gente sabe que não é fácil não. Mas começamos uma campanha para arrecadar os fundos dessa viagem. Estamos investindo em várias frentes: desde editais de cultura e leis de incentivo até pequenas ações como espetáculos com vendas de CD e jantares pagos - revela produtor Telmo Lins.

O grupo, que iniciou a campanha há pouco tempo, ainda não arrecadou nenhum valor significativo para a viagem. Mas isso não faz ninguém jogar a toalha. “É um momento muito difícil. Tem toda aquela desculpa da crise. Mas as portas estão começando a se abrindo e estamos confiantes”, afirma Lins.

Neste momento, o Coral busca também 30 patronos que assumam os custos da retirada do passaporte dos cantores. Como agradecimento, cada patrono recebe o CD do coral lançado em 2008. O custo estimado, somente da retirada dos passaportes, gira em torno de R$ 5 mil.

Além de tudo isso, o Coral criou uma conta para receber doações. Interessados em doar ou ajudar de alguma forma, podem clicar aqui e entrar em contato com o Coral, para quem desejo boa sorte nessa dupla empreitada, de conseguir participar do Festival e também fazer bonito lá pelo Brasil.

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10 de junho de 2009

DF: Festival reúne pampa e cerrado em Brasília

Um festival diminui a distância entre o pampa e o cerrado, que se misturam a partir desta quinta-feira (11/05), na capital do Brasil.

Produto de um programa homônimo de televisão, veiculado pela TV Brasília, o I Festival de Música Pampa e Cerrado premia cantores que melhor traduzam a sonoridade de cada região.

- O Festival tem o objetivo de valorizar a música regional do sul do país e do centro-oeste. E promover o diálogo, fazer intercâmbios entre as duas culturas. Culturas que têm coisas muito semelhantes, com destaque para o Brasil rural. Mesmo as pessoas que vem para a cidade não perdem esse espírito - explica Nelson Gilles, que coordena o evento.

Lúcio Yanel é uma das atrações do Festival

Lúcio Yanel é uma das atrações do Festival

São oito concorrentes na quinta-feira (noite do cerrado) e oito na sexta (noite do pampa). No sábado, todos os 16 sobem novamente ao palco e são anunciados os vencedores do concurso.

Os primeiros lugares de cada categoria levam para casa R$ 10 mil e os vices, R$ 7.500,00. Também há prêmios, no valor de R$ 2 mil, para melhor instrumentista, intérprete (feminino e masculino), melhor letra e melhor arranjo.

Para chegar nos 16 finalistas, a organização do Festival teve que ouvir em torno de 385 canções, enviadas por cerca de 200 compositores, de 10 estados brasileiros.

- Pena que só pudemos colocar 16 competidores no palco. Se a gente tivesse mais patrocínio, colocaria 12 cantores por noite - comenta o organizador do Festival.

Curiosamente, nenhum dos 16 finalistas pertence ao DF, que sedia o Festival. “Por incrível que pareça! Mas temos que reconhecer que Brasília não tem uma tradição forte de mostras competitivas”, argumenta Nelson Gilles.

Volmir Martins encarna a cultura do pampa

Volmir Martins encarna a cultura do pampa

O I Festival de Música Pampa e Cerrado acontece de 11 a 13 deste mês, no pavilhão do ExpoBrasília. Integra a programação oficial da ExpoTchê, uma das maiores feiras de cultura regional da capital federal, que está na 17ª, edição.

- Achamos por bem fazer lá porque é um palco de excelência para divulgação da cultura gaúcha. Um alimenta o outro. A feira atrai cerca 200 mil visitantes em 10 dias (5 a 14 de junho). Esperamos que em torno de 1000 a 1500 pessoas visitem nossos palcos por noite - explica Nelson Gilles.

Mas o Festival os competidores não são as únicas atrações do Festival. Na quinta-feira, a noite é encerrada pelos músicos Luís Carlos Borges e Lúcio Yanel. Na sexta, sobem no palco Juanito e Sua Harpa e Márcio Texano e Gabriel. Na última noite do Festival, Volmir Martins e Renato Teixeira delineiam os contornos do pampa e do cerrado.

convidado de peso para o encerramento do Festival

Renato Teixeira: convidado de peso para o encerramento do Festival

Argentino criado no Rio Grande do Sul, atualmente vivendo em Brasília, Nelson Gilles entende a cidade como uma pequena babel que reúne todo o país.

- Brasília é na verdade o povo do Brasil inteiro. Nessa região tem cerca de 250 mil gaúchos, tem encontros de violeiros, uma folia de reis muito forte… tem todas as culturas do povo que vem para cá trabalhar e não quer perder sua identidade. Brasília propicia isso. Acolhe as pessoas e suas culturas - diz.

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