Terra Magazine

12 de julho de 2009

PR: Feira tonifica lado consumidor dos cristãos

Hoje se encerra a Expocristo - Feira Nacional do Consumidor Cristão, no Marumby Expocenter, em Curitiba. Com o foco na comercialização de produtos literários e fonográficos cristãos, é considerada o maior evento de turismo e negócios cristãos do sul do país.

- O amor pela fé cristã leva as pessoas a desejarem produtos que divulguem a crença. O resultado é Deus para todo lado: na camiseta, no adesivo do carro, em chaveiros… - conta Marisa Lobo, organizadora da Feira.

A Expocristo, que chega em 2009 à quinta edição, amplia seu público em 50% a cada ano e também aumenta o seu número de expositores, ostentando 230 estandes, 30% a mais que no ano anterior.

Para manter esse crescimento vertiginoso, a Feira aposta na elevação do número de evangélicos do país e na continuidade do interesse dos católicos em adquirir produtos que expressem a sua fé.

A organização do evento calcula que o público cristão seja quase 90% do povo brasileiro. Ou seja, mercado é o que não falta.

Entretanto, a atração de multidões para um evento, ainda que identificadas com ele, não é uma tarefa simples. A estratégia da Expocristo para garantir o público tem sido investir nos shows de música religiosa.

Participam da Feira como Mara Maravilha, Toque no Altar, Chris Durán, David Quinlan, Samuel Barbosa, Filhos do Homem, Carlinhos Félix, Tatiana Malafaia, Mara Lima e Cristina Mel - quase todos desconhecidos do mainstream cultural, mas idolatrados pelos fiéis no circuito religioso.

Além disso, o evento investe em quantidade: enquanto em 2008 subiram aos palcos 22 bandas religiosas, nesta edição esse número sobe para 50.

É importante lembrar, todavia, que na Expocristo as atrações musicais também dividem os palcos e a atenção dos fiéis com pregações e pastores-celebridades, como Marco Feliciano, “o pastor das multidões”.

Uma pesquisa no próprio site da feira indica que a preferência ainda é pelos shows, despertando o interesse de 49% dos que manifestaram a sua opinião. As pregações vêm em segundo lugar, consideradas a maior atração da Feira para 27 dos entrevistados.

Mas a verdade é que tudo se mistura um pouco: pastores viram astros da música e cantores, pregadores. E todos movimentam a economia da fé.

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16 de maio de 2009

PR: Festival de circo “ocupa” ruas e cartões postais de Curitiba

A capital paranaense encontra-se “ocupada” pelo mundo do circo. Desde a quinta-feira (14) e até este domingo, o Festival Curitibano de Circo toma conta das ruas e de cartões postais da cidade, como a Ópera de Arame.

Em 2009, o Festival chega a sua terceira edição. “Pelo sucesso dos eventos anteriores, podemos afirmar com orgulho que está crescendo cada vez mais o intercâmbio entre artistas profissionais e amadores interessados em aprender as técnicas circenses”, conta uma das organizadoras, Camila Ceguinel, da Companhia TripCirco.

Outro coordenador do evento e mebro da TripCirco, Adrian Pagliano, enfatiza a importância da participação do público. “A participação da população é fundamental, sobretudo porque fortalece os vínculos com o circo e artes afins. O circo é uma das mais antigas manifestações artísticas na história das civilizações”, afirma.

Trupes de vários lugares do pa�s vêm à Curitiba no Festival

Trupes de vários lugares do país vêm à Curitiba no Festival

Seis espetáculos de rua tomam de assalto as Ruínas de São Francisco; o Memorial de Curitiba; as escadarias da UFPR; o Largo da Ordem e a Boca Maldita.

Enquanto isso, mais sete espetáculos se apresentam nos seguintes espaços culturais da cidade: Ópera de Arame; Teatro Londrina; Mini Auditório Teatro Guairá e Teatro da Reitoria.

Todos os espetáculos são apresentados diversas vezes. Dessa forma, quem perdeu o Festival nos dois primeiros dias ainda tem tempo de ver muita coisa (veja programação completa).

Cartão postal de Curitiba, a Ópera do Arame abriga alguns dos espetáculos

Cartão postal de Curitiba, a Ópera do Arame abriga alguns dos espetáculos

Só não vai dar mais é para participar do Cortejo Circense, uma caminhada ocorrida hoje pela manhã, pelo centro de Curitiba, no trecho da rua XV de Novembro entre a Boca Maldita e as escadarias da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

No cortejo, artistas com seus figurinos fazendo arte pela rua; malabaristas brincando com bolas e claves; e palhaços de bicicletas e pernas de pau. Tudo isso ao som de um grupo de percussão e dança, que acompanhou os brincantes durante o trajeto.

As apresentações dividem-se entre o palco e a rua

As apresentações dividem-se entre o palco e a rua

“O Festival é para trocar experiências. Uma reciclagem de idéias”, diz Adrian Pagliano. “Além da troca de informações e conhecimentos proporcionada pelo convívio durante o encontro, profissionais de capacidade reconhecida ministram oficinas envolvendo as diversas técnicas circenses”.

O Festival Curitibano de Circo oferece oficinas de malabares; aéreos; equilíbrio; acrobacias; clown, dentre outras. E muitas gargalhadas para o público em geral.

(fotos: divulgação [1, 2 e 4], reprodução [3])

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13 de maio de 2009

SP: Alunos de escola rural percorrem 300 km de bicicleta

A partir de amanhã, começa uma jornada de 11 dias de conhecimento e contato com a natureza, pelo interior e parte dos litorais de São Paulo e Paraná.

Vinte e três alunos da Escola Aitiara, localizada na zona rural de Botucatu, fazem uma cicloviagem, percorrendo cerca de 300 km em duas rodas, desde o município de São Miguel Arcanjo até Paranaguá. A expedição ganhou o nome de Projeto CicloAitiara.

Com idades variando entre 14 e 16 anos e situações sociais e financeiras bastante distintas, os alunos são acompanhados por quatro ciclistas, um deles André Pasqualini, do site Ciclobr, que vai fazer um diário de bordo da viagem, com relatos, fotos e vídeos.

- Vou embarcar num das mais importantes cicloviagens da minha vida. Espero que, aos que acompanharem essa aventura, ela sirva de inspiração e motivação para entrarem nesse maravilhoso mundo do cicloturismo - afirma Pasqualini.

A cicloviagem também será monitorada pelos próprios alunos, através de um site que eles mesmos desenvolveram.

Além dos ciclistas, acompanha a turma a professora que idealizou o projeto, Ana Ventura (com esse nome, não poderia ser diferente, né?). Nos primeiros dias do ano, a professora e a Escola começaram a buscar apoios - como o da Associação de Cicloturismo de São Paulo - para transformar a ideia em realidade.

poluição de São Paulo fica para trás durante 11 dias.

Pasqualini: poluição de São Paulo fica para trás durante 11 dias de contato com a natureza.

Em fevereiro teve início a preparação física dos estudantes para a viagem. Orientados pelos professores de educação física da escola, passaram a percorrer semanalmente 40km no “lombo” das bicicletas.

Com saída marcada para as 9h desta quinta-feira, na portaria do Parque Carlos Botelho, a 25 km da região urbana de São Miguel do Arcanjo. A partir daí, passam por Sete Barras; Registro; Iguape; Ilha Comprida; Cananéia e Ilha do Cardoso, em São Paulo; Ilhas de Superagui e das Peças e Paranaguá, no Paraná.

Ao longo do trajeto, os alunos terão aulas campais de história, biologia, meio ambiente e filosofia. Estão previstos acampamentos; visitas a reservas, museus, sambaquis e vilas de pescadores; discussões com biólogos e membros de ONGs; viagens de barcos. Ao final da aventura, a turma viaja de trem até Curitiba.

(fotos: Site Ciclobr)

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29 de abril de 2009

PR: Companhia de circo resgata estética do bizarrro

A Cia. TripCirco, de Curitiba, fez uma viagem de volta ao passado quando, no último sábado, promoveu o primeiro Cabaré Freak. Proibido para menores, o espetáculo coloca diante da plateia irmãos siameses, um mágico sanguinário, um anão e sua “noiva cadáver” e até mesmo a própria “morte”.

Envolto de sangue artificial e muito humor macabro, o Cabaré Freak resgata uma estética do bizarro presente nos circos antigos e há muito distante dos picadeiros brasileiros.

Embora o show de horrores seja uma releitura do original, sem a presença de anões ou irmãos siameses verdadeiros, o espetáculo simula mortes e mutilações. Nem a plateia não fica impune: é envolvida nas brincadeiras recebendo, por exemplo, uma saraivada de ovos de galinha.

- Tem cenas fortes. Muito sangue. Jogam ovo na platéia. É uma bagunça geral - diz o argentino Adrian Pagliano, um dos fundadores da Companhia, em 1999.

O artista lembra de alguns dos números mais bem recebidos pelo público.

- O que mais gostaras foi o do anão e a noiva cadáver. O anão tira da mala a noiva, uma menina que faz contorcionismo, deita numa cama de pregos… tem também o mágico, que decepa a mão de sua parceira com uma guilhotinha… tem ainda a “morte” que anda no meio do público e “morre” durante o seu número - conta.

Criada em Buenos Aires e “posteriormente abrasileirada” no Paraná, a TripCirco é ao mesmo tempo companhia de circo e escola experimental.

Realiza uma vez por mês o Cabaré de Variété, quando leva a público os resultados das pesquisas de professores e alunos. A partir da reação da plateia, abandonam ou continuam a desenvolver os números.

A versão freak do Cabaré foi criada para abrir espaço a muitos números “poucos convencionais”, que não tinham espaço no formato regular do Cabaré.

O teor do espetáculo, entretanto, fez com que a Companhia tomasse cuidados especiais, inclusive proibir a entrada de menores. “Avisamos muito a todo mundo porque o nosso público tradicional é família, tem muitos idosos e crianças”, comenta Adrian.

O sucesso foi tanto que agora a Companhia quer retomar o Cabaré Freak pelo menos uma vez por ano.

Adrian Pagliano não conhece nenhum espetáculo ou companhia circense no Brasil que adote a estética freak, mas chama atenção para um de seus desdobramentos: “parte do freak evoluiu para a galera que hoje faz body-piercing e body modification”.

O artista lembra que antes as pessoas diferentes eram presas e tratadas como animais pelos donos de circo e considera que o universo circense evoluiu ao criar certos limites:

- Não conheço a situação jurídica aqui no Brasil, mas nos Estados Unidos está proibido porque consideram isso uma exploração do ser humano, tratado como aberrações. Agora proibiu circo de animais, o que acho corretíssimo. São evoluções - afirma.

Lembra, entretanto, que a estética do bizarro continua em voga e que existem algumas trupe que rodam a Europa de forma semelhante ao início do circo.

- Mas hoje em dia as pessoas são livres, a exploração não acontece. Elas na realidade estão trabalhando e vendo arte nisso. Aí está toda a diferença.

(fotos: divulgação/ Cia. TrpCirco)

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