SP: Ciclistas pedalam contra a homofobia
A movimentada noite de São Paulo tem hoje um atrativo a mais: saindo às 21h, do Largo do Arouche, acontece o primeiro Passeio Ciclístico da Diversidade Sexual de São Paulo - Pedalando Sem Homofobia.
Cerca de 200 ciclistas devem participar do passeio, que pretende fazer mais um alerta para o preconceito contra homossexuais. Para isso, o trajeto a ser percorrido passa por pontos de concentração do público LGBT e também locais em que já ocorreram casos de violência contra gays, lésbicas ou travestis.
O evento é aberto a pessoas de todos os sexos e orientações sexuais e terá a proteção da polícia militar. A inscrição é gratuita.
Também vai premiar com jóias o ciclista mais original e a bicicleta mais enfeitada. “Nosso passeio é político, mas o motivo festa está no movimento gay, não tem como desvincular”, afirma Karl Pinheyro, da loja KFuture Sports, uma das idealizadoras do evento. Além das jóias, serão distribuídos outros brindes aos participantes do passeio.
- Queremos deixar claro que os gays podem participar de qualquer atividade esportiva, dar visibilidade para isso. Ainda existe aquele preconceito, aquela coisa que ‘gay é o cara que cuida do corpo e vai para academia’, mas que não joga futebol opu anda de bicicleta. Parece óbvio, mas tem gente que acha que não é tão obvio assim - argumenta o publicitário Kiko Martins, do grupo SP Gay Bikers, também envolvido na realização do passeio.
Fundado há dois anos, o SP Gay Bikers é um dos primeiros grupos gays de amantes de bike do Brasil. Realiza pedaladas quinzenalmente, revezando a noite de quinta-feira e a manhã de domingo.
- Já participei de passeios com um monte de heteros. Nada contra, mas é diferente. As piadinhas são outras, as brincadeiras são outras. É bom ter liberdade de ser quem você é andando de bicicleta - conta Kiko Martins.
O publicitário, que vendeu o carro e hoje utiliza a bicicleta e o transporte público como meios de locomoção, faz também uma relação entre as magrelas e o preconceito. “Se você for ver, as pessoas que já andam de bicicletas são menos preconceituosas. Elas estão se abrindo para novas possibilidades”, diz.
Passeio Ciclístico da Diversidade Sexual de São Paulo deve tornar-se mais um evento regular no calendário da comunidade LGBT da capital paulista.
(fotos: SP Gay Bikers)









