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24 de outubro de 2009

SP: Noivos vão de bicicleta para o altar

Priscila Teixeira e William Cruz vão se casar hoje. O sonho romântico deste casal, porém, é diferente da maioria dos outros: neste casamento, noivos, padrinhos, amigos e parentes vão ao cartório de bicicleta!

“Eu uso a bicicleta para praticamente tudo. Sou um ativista da causa, tenho um blog sobre o assunto; enfim, a bicicleta faz parte do meu dia-a-dia”, diz William.

Mas o noivo faz questão de dar os créditos a quem é de direito: “A ideia foi da Priscila. Teve uma hora que ela me perguntou: ‘Porque a gente não vai de bicicleta pra lá?’. Eu, claro, adorei”.

Decidida a questão, começaram a convidar os amigos e a família para a empreitada (veja texto do convite no blog do William).

- A gente não achou que fosse tanta gente! O pessoal gostou da ideia, estão divulgando, parece que vão mesmo! E olhe que não convidamos só gente da cena ciclioativista. Tem parentes, colegas de trabalho… pessoas que nunca andam de bicicleta pela cidade - conta William, ainda surpreso com a recepção da ousadia do casal.

E o casal vai pedalar trajado a rigor para o casário: ele, de terno, paletó, gravata e gel no cabelo; ela, de sandália de salto e vestido de noiva (”o vestido é um pouco mais curto, mas é vestido de oiva sim”, argumenta o futuro marido). Não só eles, mas também muitos dos amigos e parentes pedalam com trajes elegantes. “É o cyclechic”, brinca.

Para marcar definitivamente a importância das bicicletas na união, os pombinhos combinaram de encontrar os convidados na Praça do Ciclista, ponto de partida da tradicional Bicicletada paulistana.

O roteiro da Bicicletada do Casório - como a batizou, divertidamente, o noivo - é o seguinte: a partir das nove da manhã, os noivos já estão na Praça do Ciclista. Às 9h30, eles e os convidados saem em direção ao cartório, que fica na Av. Jabaquara, ao lado do metrô Saúde.

Depois do enlace todos seguem para a lanchonete Subway do Paraíso, na R. Vergueiro, 1954 (previsão de chegada: 12h30), onde o casal corta o bolo e continua a celebração. “Vamos encher a frente da loja de bicicletas e mostrar que dá pra lotar um restaurante sem lotar o estacionamento”, desafia William.

Pergunto ao noivo se ele não tem receio de transformar o casamento numa manifestação política. Ele dá a entender que a principal motivação é íntima, tem a ver com a vida do casal, mas não deixa de falar com todas as letras:

- É uma manifestação no sentido de que mostrar que dá para fazer outras coisas de bicicleta além de dar uma volta no parque ou na ciclofaixa. Dá até para casar. Não precisa chegar no casamento de carro - diz.

Namorados de adolescência

“Nossa historia é bem longa, tem mais de 20 anos”, confidencia William. Ele conta que os noivos tiveram um namoro adolescente que durou três meses, quando tinha 14 anos e ela, 12 (hoje ele tem 36 e ela, 34). “Foi o nosso primeiro namoro um pouco mais sério”, afirma.

Depois de um tempo, o casal perdeu o contato, ambos casaram com outras pessoas e, depois, separaram-se. Na época em que estava se separando, William foi encontrado por Priscila no Orkut. Daí começaram a sair juntos e o romance engatou. “Na verdade, nunca havíamos esquecido um do outro”, garante, sem hesitar, o futuro marido.

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23 de outubro de 2009

SP: Trupe realiza mostra de arte dentro de um ônibus

Já imaginou pegar a condução, igualzinho a todo dia, e descobrir que está no meio de uma peça de teatro? Ou de um espetáculo de dança?

É isso que vai acontecer com os passageiros do ônibus no trajeto Terminal Sacomã - Terminal Mercado do Expresso Tiradentes, na capital paulista, entre os dias 25 e 28 de outubro. Seguindo o trajeto normal da linha, um ônibus oferece à “platéia de passagem” intervenções de teatro, dança, música e artes visuais, sempre das 10 às 13h.

Idealizada pela Trupe Sinhá Zózima, a mostra Arte Expressa deve ser vista por 6300 moradores da capital paulista. Segundo a própria Trupe, essa é a “primeira mostra de artes dentro do transporte público no município de São Paulo”. Confira a programação.

- O Público está ali para se locomover. Não sabe que naquele dia ele vai se deparar com esse tipo de arte. E não é um ônibus adaptado. A única diferença são as placas no teto de feitas pelos artistas plásticos. Daí um grupo entra e se apresenta, com passageiro, cobrador, motorista. Como um dia qualquer - explica o ator Anderson Maurício, um dos membros da Sinhá Zózima.

Para realizar a mostra, a Trupe conseguiu que uma empresa de transportes disponibilizasse um veículo a mais para a linha. “Também não obrigamos os passageiros a entrar; se quiserem, podem pegar o ônibus normal”, comenta Anderson.

- O nosso desafio é experimentar o espaço e levar a arte para outros lugares. Há Espaço ocioso e é o nosso trabalho mostrar que a arte pode se manifestar em todo lugar - completa o membro da Trupe.

O encerramento da mostra Arte Expressa fica por conta de uma exposição fotográfica no Terminal Mercado, entre 14 e 21 de novembro. As fotos registram os espetáculos e dividem os melhores momentos da mostra, além, claro de despertas a curiosidade de quem não teve a oportunidade de embarcar com o grupo.

A ousadia da iniciativa é consequência de uma pesquisa que a Trupe Sinhá Zózima vem desenvolvendo desde abril de 2007, quando os membros do grupo entraram pela primeira vez num ônibus, em Ubatuba, apresentando cenas, canções e intervenções artísticas.

Atualmente, o grupo teatral tem dois espetáculos que utilizam ônibus: “Cordel do Amor Sem Fim” e “Valsa no. 6″. Enquanto no primeiro a platéia realmente embarca numa viagem teatral com o ônibus em movimento, no segundo os atores apresentam-se com o veículo parado. “Isso gera uma angústia enorme do público, que fica na expectativa do ônibus andar”, conta Anderson Maurício.

Em cada montagem, o ônibus recebe um significado, e a interação com este espaço só é plena após a estréia, pois o público-passageiro é peça fundamental para ditar o ritmo e desenrolar da movimentação e interação entre o ônibus e as personagens do espetáculo. “O grau de improvisação é enorme”, diz Anderson Maurício.

Certa feita, quando a Trupe apresentava o “Cordel do Amor Sem Fim” em pleno engarrafamento de São Paulo, os atores perceberam que um grupo de crianças de rua acompanhava o espetáculo pelo lado de fora.

- Foi muito bonito. Ali a gente percebeu que espetáculo também acontecia fora do ônibus. Por mais que passe rápido, as pessoas nos pontos de ônibus notam a intervenção. No mínimo, pensam: “Pôxa, gostaria de pegar esse ônibus”. Acordamos um pouco e percebemos que o espetáculo atinge um público muito maior - argumenta Anderson Maurício.

E você, topa embarcar nesse ônibus?

(foto: Danilo Dantas/Divulgação)

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19 de outubro de 2009

SP: Mostra Cultural põe em evidência a produção da periferia

Entre 19 e 25 de outubro, a Casa Popular de Cultura do M’Boi Mirim, o CEU Campo Limpo, o CEU Casa Blanca e o Bar do Zé Batidão, na periferia de São Paulo, são ocupados pela II Mostra Cultural da Cooperifa, a Cooperativa de Poetas da Periferia.

Chama atenção a variedade e a quantidade de produções em dança, teatro, música, artes-plásticas, literatura e cinema reunidas para comemorar a oitava festa de aniversário do Sarau da Cooperifa. Confira a programação.

Curador da Mostra, o poeta Sérgio Vaz lançou mão de todas essas linguagens para colocar a produção cultural da periferia brasileira em evidência. Dá até para se perguntar por que ou para que a periferia deve ir ao centro? Aliás, onde está o centro?

Anualmente, a Cooperifa realiza a "chuva de livros", quando as publicações são distrtibu�das à população

Anualmente, a Cooperifa realiza a "chuva de livros", quando as publicações são distribuídas à população

Ganham destaque na programação a feira de livros e debates sobre literatura com Marcelino Freire, Xico Sá, Ferréz, Sacolinha, Heloisa Buarque de Hollanda, Écio Salles, Chacal, Sérgio Vaz, Alessandro Buzo e Nelson Maca.

Para a garotada, a espanhola Cia. Bambalina, apresenta Kraft, que usa os fantoches e mescla a linguagem teatral com outras dramaturgias para abordar o amor pelas pessoas e coisas. No teatro os interessados também podem ver Os Tronconenses, do Núcleo Teatral Filhos da Dita/Instituto Pombas Urbanas.

Este é "Para�ba", o lanterninha do Cinema na Laje

Este é "Paraíba", o lanterninha do Cinema na Laje

Já o Cinema na Laje é pura ousadia. Uma sala de cinema ao ar livre, na laje do Zé Batidão. O curador Sérgio Vaz já tinha inclusive anunciado em seu Blog que o Cinema na Laje “vai virar o cinema Paradiso da Zona Sul paulistana”.

Durante essa semana são exibidos curtas e longas nacionais a exemplo de Profissão MC (52 min), de Alessandro Buzo e Toni Nogueira e Pode me chamar de Nadí (18 min) de Déo Cardoso (CE). Esses são alguns dos títulos que vão inspirar o debate A periferia se vê no cinema de periferia?.

Registro delicado do primeiro Sarau da Cooperifa

Registro delicado do primeiro Sarau da Cooperifa

Para concretizar a Mostra, a Cooperifa articula parcerias que envolvem a ONG Ação Educativa, o Centro Cultural da Espanha, o Itaú Cultural, a Global Editora e o SESC Santo Amaro.

Como movimento de incentivo à leitura e à criação poética, a Cooperifa já realizou eventos inusitados como o “Poesia no ar”, quando os poemas são soltos em balões; o “Ajoelhaço”, ocasião em que poetas e convidados ajoelham-se e pedem perdão para as mulheres e a “Chuva de livros”, quando presenteia a comunidade com livros (neste ano foram 600).

(fotos: reprodução)

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8 de outubro de 2009

SP: Diadema compara cinqüentenário aos 50 anos da revolução cubana

Tags:, , , , - iurirubim às 16:32

O município de Diadema, na Grande São Paulo, comemora neste ano o cinqüentenário de sua emancipação política, ocorrida em oito de dezembro de 1959. Em janeiro deste mesmo ano, Fidel Castro e Che Guevara expulsavam de Cuba o ditador Fulgencio Baptista, inaugurando um nova página na história do país caribenho.

Embora o ano de 2009 seja significativo tanto para Diadema quanto para Cuba, é surpreendente que uma das comemorações dos 50 anos do município paulista compare a sua emancipação com a revolução cubana.

Afinal, enquanto Diadema é um município localizado próximo ao trópico de capricórnio, num país dos maiores países do mundo em extensão e população, de regime capitalista; Cuba, uma pequena ilha, é nação comunista do hemisfério norte, já próxima ao trópico de câncer.

Marca do evento é fusão das bandeiras de Cuba e Diadema

Marca do evento é fusão das bendeiras de Cuba e Diadema

Ainda assim, em meio a tantas diferenças, esses dois lugares encontraram laços de identificação maiores que uma simples coincidência de datas.

- As políticas públicas sempre participativas, a forma de administrar o Estado sempre com muitos conselhos, fazendo tudo sempre junto com a comunidade. O orçamento participativo, todo discutido, planejado em conjunto. Nós de Diadema temos muita identificação com Cuba sim. A ponto de realizarmos, em vários anos, a semana cubana - argumenta José Tadeu Mota, diretor de eventos da prefeitura.

Silvana Gomes, membro da equipe da assessoria de relações internacionais da prefeitura e também organizadora do evento vai mais longe:

- Temos muitos pontos de ligação, do ponto de vista de políticas públicas e também do ponto de vista cultural. Temos um intercâmbio intenso com Cuba, que já dura mais de 10 anos, com muitas visitas delegações de ambos os lado. Boa parte da nossa população é afrodescendente… Isso, claro, sem mencionar que, assim como Cuba fez revolução popular, Diadema também se fez cidade a partir de uma forte participação popular -afirma.

Exposição traz fotos históricas de Diadema

Exposição traz fotos históricas de Diadema

De fato, Diadema é “cidade-irmã” de Santiago de Cuba desde dezembro de 2006. “Queremos aprofundar essa relação com um convênio de cooperação em diversas áreas, especialmente educação, saúde, cultura e esportes”, diz Silvana Gomes.

Por conta dessa identificação, acontece neste mês o evento “50 anos da Revolução Cubana - Diadema 50 anos”, no Museu de Arte Popular.

A programação é aberta pela mostra “Diálogo: Diadema - Cuba”, que começa hoje, às 19h30, e propõe um diálogo sobre as semelhanças sócio-culturais entre ambas.

Imagens de Cuba que lembram o Brasil

Imagens de Cuba que lembram o Brasil

Na exposição, a história de Diadema registrada década por década divide espaço com as imagens do cubano Aléxis Flores que retrata a cultura de Cuba e convida o público a uma viagem pelo país.

O acervo da professora Dilma de Melo Silva (Escola de Comunicação e Artes/ USP) também integra a mostra. Entre os objetos, estão esculturas, artigos religiosos, caixas artesanais de charutos, pinturas de artistas contemporâneos de Cuba e peças do cotidiano, como artesanatos e brinquedos. A exposição pode ser visitada até o dia 30 de outubro.

Além da abertura da mostra, o público pode participar hoje do lançamento do livro “A História da Maçonaria Cubana” de Eduardo Torres Cueva.

Diadema pretende intensificar intercâmbio cultural com Cuba

Diadema pretende intensificar intercâmbio cultural, dentre outras áreas, com Cuba

A obra apresenta seis ensaios sobre a maçonaria em Cuba, quatro deles apresentados em Simpósios Internacionais realizados pelo Centro de Estudos Históricos da Maçonaria Espanhola.

Além disso, o restante da programação no mês prevê palestras e debates sobre essa identidade com a presença do prefeito da cidade e do cônsul geral de Cuba; exibição de documentários; o lançamento dos livros “O Jovem Fidel” e “O Jovem Che”, de Roniwalter Jatobá; apresentaçãod e bandas tocando músicas cubanas e a realização de uma festa típica cubana no dia 25/10, com comidas e bebidas típicas, música e dança do país caribenho.

Segundo Igor Stepaneko, um dos responsáveis pelo Museu de Arte Popular de Diadema, “50 anos da Revolução Cubana - Diadema 50 anos”, deve atrair pelo menos duas mil e quinhentas pessoas neste mês.

(imagens: Andréia Alcântara [1]; reprodução [2]; Alexis Flores [3,4])

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3 de outubro de 2009

SP: Artistas fazem ato contra golpe em Honduras

Solidariedade. Esta é a palavra que melhor define o ato que cerca de 20 artistas brasileiros fazem neste sábado, na Casa Socialista Karl Marx (Pça Américo Jacomino, 49, Vila Madalena), contra o golpe de Estado em Honduras.

Grupos de teatro, MPB, rap, teatro; poetas e exposições fazem parte da programação, gratuita, que começa às 14h30 e vai até às 22h. Ao longo do dia também são exibidos vídeos mostrando a situação atual na república centro-americana.

O conceito que norteia todo o evento é a exibição de diversas expressões artísticas da América Latina se contrapondo a golpes de Estado e ditaduras.

"A arte também tem essa função"

MC Mara Onijá: "A arte também tem essa função"

- O principal objetivo deste ato é chamar a atenção sobre o que está acontecendo em Honduras, onde um golpe de Estado já completou três meses. Grande parte da nossa população não sabe o que significa o golpe do ponto de vista da repressão a quem se coloca contra ele - explica a MC Mara Onijá, responsável pela manifestação.

Mara, que também integra o Grupo de Mulheres Pão e Rosas, conta que esse e outros atos contra o golpe de Honduras já receberam críticas por tratarem de uma “realidade muito distante do Brasil”.

A rapper rebate as críticas, afirmando que o golpe em Honduras pode ser um precedente. “O que acontece em Honduras pode trazer consequências para toda a América Latina, abre precedentes para que outras ditaduras surjam e possam se impor”.

O artista Zinho Trindade é um dos que comparecem ao evento

O artista Zinho Trindade é um dos que comparecem ao evento

- Além disso, trata-se de uma questão de solidariedade internacional. A solidariedade em relação a um povo que resiste a um golpe tem que se dar independentemente das fronteiras. A cada dia, dezenas de pessoas estão nas ruas resistindo. Temos que cercar essa resistência de solidariedade. Eles têm que saber que não estão sozinhos - afirma.

O Grupo de Mulheres Pão e Rosas está em contato frequente com uma rede de resistência feminista em Honduras - em especial com uma militante mexicana que está no país e envia informes diários.

Sabe-se, por exemplo, que foi formada em Honduras uma comissão independente para recolher denúncias de abusos dos direitos humanos. Segundo essa comissão, apenas nas cinco primeiras semanas de vigência do golpe foram identificados mais de mil casos de violação dos direitos humanos, entre torturas, estupros e prisões clandestinas.

O Grupo de Mulheres Pão e Rosas já organizou outras manifestações contra a ditadura em Honduras

O Grupo de Mulheres Pão e Rosas já organizou outras manifestações contra a ditadura em Honduras

A manifestação em São Paulo será registrada em fotografia e vídeo, inclusive com depoimentos dos artistas. Esse material será publicados na internet, para dar visibilidade à causa hondurenha.

- A arte tem que cumprir também essa função, de denunciar um processo como esse, um golpe aqui na América Latina - afirma Mara Onijá.

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19 de setembro de 2009

“Não sei se existe evento como a Virada Esportiva no Planeta”, diz Secretário de Esportes de SP

Começou a Virada Esportiva. Das 10h de hoje às 20h deste domingo (20/09), ginásios, ruas, parques e praças da cidade de São Paulo vão estar tomados por esportistas regulares, de final de semana e até mesmo baladeiros.

A expectativa da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, que organiza o evento, é de que 2,5 milhões de pessoas participem da Virada 2009, que terá duas mil atividades em mais de mil locais. Confira a programação.

O Blog das Ruas entrevistou o secretário de esportes Walter Feldman, idealizador da Virada Esportiva, que desde 2007 acontece na capital paulista.

Praticamente assíduo de esportes, o secretário publica em seu blog pessoal o roteiro que irá seguir  durante a Virada Esportiva, que classifica como um evento espórtivo único no mundo.

- É um evento de dimensões exemplares. Não sei se existe evento esportivo dessas dimensões planeta. Com centenas de atividades acontecendo simultaneamente, em toda a cidade, e a participação de algo entre dois a três milhões de pessoas. É uma grande vitrine. Tem muita atividade esportiva. Seguramente uma delas se encaixa no perfil de quem ainda não pratica esportes - afirma.

Na esteira da Virada Esportiva, encontra-se a intenção de “transformar São Paulo na capital brasileira do esporte”.

Segundo Feldman, a capital paulista faz do esporte hoje uma política pública prioritária. “É um fato quase inédito no Brasil. Tenho quatro vezes o orçamento de meu antecessor”, destaca.

O Secretáriod e Esportes de São Paulo, em trajes pouco adequados à atividades esportiva

O Secretário de Esportes de São Paulo, em trajes pouco adequados à atividades esportiva

O secretário relata a mudança de perfil da secretaria, cujas atividades, na sua opinião, se reduziam a “eventos e apoio ao futebol profissional”.

- Agora a Secretaria de Esportes passou a investir pesadamente no esporte amador e no estímulo à atividade física pelo cidadão comum como instrumento de melhoria da educação, da saúde e do convívio comunitário, o que funciona para reduzir a criminalidade - argumenta Walter Feldman.

O secretário também não se esquiva em falar da dívida que a capital paulista tem com a construção de ciclovias e facilitação do transporte através de meios não-motorizados.

- São Paulo deve demais nesse aspecto! Sabe qual é o meu sonho? Que a ciclofaixa possa abrir as portas da cidade para um modelo que priorize atividades não-motorizadas para não apenas como lazer, mas como meio de transporte. Existe na cidade um enorme potencial que ainda não foi explorado.

Leia abaixo a íntegra da entrevista.

Secretário Feldman, para começar, quais esportes o senhor pratica?

Gosto muito de corrida de rua. Também faço ginástica, musculação, alongamento; atividades aeróbicas. Jogo futebol, ando de bicicleta. Agora mesmo no final de semana passado, dei duas pedaladas.

Mas estou procurando um esporte que seja mais competitivo. Talvez faça squash. Eu tenho um jeito brincalhão, o lado menino muito forte, de onde tem esporte eu quero participar.

A canoagem é uma das mais de duas mil atividades previstas na Virada Esportiva

A canoagem é uma das mais de duas mil atividades previstas na Virada Esportiva

Foi o senhor que idealizou a iniciativa da Virada Esportiva, em 2007. Qual é o principal ganho que ela pode trazer?

Existem dois objetivos estratégicos por trás da Virada: tornar a capital paulista uma cidade saudável e transformar São Paulo na capital brasileira do esporte.

A Virada Esportiva é um evento de dimensões exemplares. Não sei se existe evento esportivo dessas dimensões planeta. Com centenas de atividades acontecendo simultaneamente, em toda a cidade, e a participação de algo entre dois a três milhões de pessoas. É uma grande vitrine. Tem muita atividade esportiva. Seguramente uma delas se encaixa no perfil de quem ainda não pratica esportes.

O problema é que nós fomos culturalmente treinados a gostar apenas de futebol. E o pior: sabemos hoje que o futebol é muito mais assistido do que praticado.

Mas não é meio estranho propor uma “virada” para os esportes, cuja realização depende também de noites bem dormidas?

Nós não estamos propondo isso todas as noites. A Virada é um choque de atividades esportivas para, a partir daí, a pessoa programar atividades regulares duas ou três vezes na semana.

Também existe outro dado. São Paulo é uma cidade 24h. Temos iluminado muitos campos e percebemos que existe um espaço de tempo do trabalhador que pode ser aproveitado para atividades que não sejam chegar em casa e ver TV. Eles fazem um uso extraordinário desses equipamentos.

Agora a Virada também tem algumas atividades que não são exatamente saudáveis, como os “esportes boêmios”…

De fato, elas são muito pouco saudáveis, assim, praticadas no bar. Mas você tem também tem que entrar na característica da cidade. Não pode ser cara chato, pregando a atividade esportiva. Tem que ser meio: “olha, se você não quer, terá uma opção de atividade coletiva também”. E tem o aspecto de emoção, convivência, da relação que é você ir para a rua com seu vizinho, com um companheiro. Quando se vive para fora a vida comunitária acontece.

Para Feldman, patins e bicicletas devem ser usados também como meio de transporte

Para Feldman, patins e bicicletas devem ser usados também como meio de transporte

Existem alguns estudos que comprovam que jogos de cartas, por exemplo, contribuem para um envelhecimento mais saudável.

Por causa da convivência. São os chamados “esportes mentais”. Veja o truco hoje. É uma febre no mundo universitário.

Mudando um pouco de direção, me parece que as políticas para o esporte são sempre episódicas e pouco ousadas. Quais são as políticas ousadas de São Paulo para os Esportes?

São Paulo faz do esporte hoje uma política pública prioritária. É um fato quase inédito no Brasil. Tenho quatro vezes o orçamento de meu antecessor. Fizemos reformas de 320 equipamentos esportivos na cidade. Criamos o programa social clube-escola. Estamos realizando os Jogos da Cidade, o maior campeonato amador do Brasil. Só para você ver, o site que acompanha o evento já teve 21 milhões de acesso.

Na verdade, a Secretaria de Esportes deixou de apenas promover eventos e apoiar o futebol profissional. Embora seja um evento, a Virada está conectada com toda uma política esportiva.

São Paulo hoje faz do esporte uma política pública prioritária. A Secretaria de Esportes passou a investir pesadamente no esporte amador e no estímulo à atividade física pelo cidadão comum como instrumento de melhoria da educação, da saúde e do convívio comunitário, o que funciona para reduzir a criminalidade.

Também vamos implantar uma rede de esportes olímpicos para que existam triagens e parte desse universo caminhe para o esporte alto rendimento.

Ainda assim, o senhor não acha que, mesmo levando em conta a recente implantação da ciclofaixa de lazer, a cidade de São Paulo ainda deve muito para quem deseja usar bicicleta e outros meios de deslocamento não-poluentes, como patins?

São Paulo deve demais nesse aspecto! Sabe qual é o meu sonho? Que a ciclofaixa possa abrir as portas da cidade para um modelo que priorize atividades não-motorizadas para não apenas como lazer, mas como meio de transporte. Existe na cidade um enorme potencial que ainda não foi explorado.

Mas isso está mudando. O Serra já autorizou a implantação de ciclovias na marginal pinheiros. A prefeitura também está construindo mais ciclovias. Lançamos recentemente a ciclofaixa, que une os Parques os Parques das Bicicletas, do Ibirapuera e do Povo Ibirapuera e o Parque do Povo. Política maior. Daqui a um ano, já teremos 100 km de ciclofaixas.

Além disso, a nossa ideia é que domingo é o dia das pessoas. No domingo, elas vão para rua, se apropriam dos espaços públicos e usam o fim de semana para se renovar para enfrentar o tempo do trabalho.

(fotos: Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo [1;3;4]; Dibjr [2])

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16 de setembro de 2009

Desafio revela meio de transporte mais rápido de SP

Quem se sai melhor no trânsito de São Paulo: carro, bicicleta ou ônibus? Pedestre, moto ou helicóptero? Pelo quarto ano consecutivo, o Desafio Intermodal mede o tempo de deslocamento dos vários meios de transporte que podem ser utilizados na capital paulista.

O trajeto é o mesmo dos anos anteriores. Nesta quinta-feira, dia 17 de setembro, dezoito diferentes “competidores” saem pontualmente às 18h da Praça General Gentil Falcão (número 1000 da Av. Eng. Luis Carlos Berrini) em direção ao prédio da Prefeitura Municipal de São Paulo, o ponto de chegada.

O Desafio contempla, em 2009, os seguintes modais: pedestre caminhando; bike courrier (ciclista que trabalha com entregas rápidas); ciclista iniciante (vias alternativas); ciclista experiente (vias alternativas); ciclista experiente (avenidas de trânsito mais rápido); ciclista com bicicleta dobrável fazendo a integração com ônibus; ciclista de fixa; motoboy; motociclista comum; motorista (caminho que achar conveniente); ônibus; trem e metrô; trem e ônibus; ônibus e metrô; trem, ponte orca e metrô.

Além das categorias acima, o Desafio inclui este ano mais três modais: pedestre correndo; cadeirante usando transporte público e helicóptero.

Organizado por cicloativistas, o Desafio Intermodal compara, desde 2006, as diferentes opções de deslocamento na maior metrópole do país, com o objetivo de mostrar as alternativas existentes ao transporte motorizado individual. Também busca monitorar, ano a ano, o desempenho do transporte público da capital paulista.

Como o Desafio Intermodal faz parte dos eventos que promovem o Dia Sem Carro, ele é realizado na ultima quinta feira que antecede o dia 22 de setembro, sempre o mesmo horário e trajeto.

As Regras do desafio

O tempo computado será o deslocamento completo da pessoa e não do tipo de transporte que ela está usando. Portanto, leva-se em conta o tempo que a pessoa leva até o modal e o tempo que ele perderá para estacionar o veículo, por exemplo. Como o ciclista desmontado se equipara a um pedestre, o único veículo que não é necessário estacionar é a bicicleta.

Durante o deslocamento, são respeitadas todas as leis de trânsito. Os pedestres têm que atravessar na faixa, a não ser que ela esteja a mais de 50 metros. Nesse caso, segundo o art. 69 do CTB, ele tem o direito de atravessar no local que considerar mais seguro. O pedestre corredor deve correr na calçada.

Divulgação dos resultados

Além do tempo de cada modal, no site oficial do Dia Sem Carro divulga em tempo real a chegada, o custo de cada deslocamento, bem como as emissões de CO2 de cada modal.

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14 de setembro de 2009

SP: Festival de Cultura Tradicional deve atrair um milhão de pessoas

Qualquer admirador da cultura popular gostaria de estar em São Paulo - a cidade mais urbanizada do país - nos dez dias entre 11 e 20 deste mês.Paradoxo? Não mesmo. Na última sexta-feira foi aberto na metrópole o 13º Revelando São Paulo - Festival de Cultura Tradicional Paulista, cuja maior parte das atividades acontece no Parque da Água Branca.

O Festival é uma compilação extensa da cultura popular no Estado, reunindo manifestações culturais oriundas de 200 municípios de São Paulo. Cerca de 300 grupos apresentam-se durante o evento, que conta também com 155 estandes de artesanato e 80 de culinária típica.

Dentre as numerosas atrações da programação, o público tem a oportunidade de apreciar as Folias de Reis e do Divino, Cortejo de Bonecões, Orquestras de Viola, Violeiros e Sanfoneiros, grupos de Catira, Fandangos e Cururus, Congos e Moçambiques, Serestas e as Noites dos Tambores, Cigana, de Quadrilhas e Manifestações Cosmopolitas.

Isso sem contar as Cavalgadas, Cavalhadas, Tropas de Mulas e Carros de Bois, que levam à capital paulista mais de 200 animais, entre cavalos, bois, búfalos e mulas.

Tamanha diversidade realmente não poderia passar despercebida: espera-se que o evento, gratuito, seja capaz de aglutinar um público de aproximadamente 1 milhão de pessoas durante o período do Festival.

Criado em 1997, quando atraiu 50 mil pessoas, o Revelando São Paulo passou a ser realizado ao longo do ano, em diversas cidades do Estado - obviamente, com duração e formatos distintos. Neste ano, já aconteceu no em Iguape, no Vale do Ribeira (junho) e em São José dos Campos, no Vale do Paraíba (julho). E deve ocorrer ainda em Bauru (outubro), Franca (novembro) e Atibaia (dezembro).

O mais interessante a respeito do festival, entretanto, é que a sua organização tem a sagacidade - e competência - de reunir sob a marca diversos outros encontros e festivais da cultura popular paulista, muitos inclusive preexistentes.

Assim, quem vai ao Revelando São Paulo pode presenciar o II Encontro de Orquestras de Viola Caipira, o XI Encontro de Catira, a IX Noite de Tambores, o XVII Festival de Bonecos de Rua e Cabeções e assim por diante.

A programação do evento traz uma média de pelo menos dois encontros/ festivais interessantíssimos assim por dia.

É simplesmente impensável a reunião de tantas e tão diferentes manifestações populares num período tão curto de tempo. Para quem nasceu e foi criado na capital, distante de praticamente todas essas expressões da cultura brasileira tradicional, é uma oportunidade única.

Como se isso tudo não fosse suficiente, comunidades indígenas do Estado conduzem, durante todo o período do Festival, jogos e brincadeiras numa grande arena montada no local.

Pronto. Agora você pode desligar o computador e ir correndo curtir o Revelando São Paulo.

(fotos: Gina Mardones)

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1 de setembro de 2009

SP: Começa a 5a. edição do festival ecológico Ecosystem

Pela quinta vez, DJs internacionais deixam de cobrar cachê para participar do Ecosystem, festival ecológico de música eletrônica.

Criado em 2005 pelo DJ Carlos “Soul” Slinger, é considerado um dos eventos pioneiros no engajamento da juventude para defesa do meio ambiente e dos direitos humanos. Sob a supervisão do Greenpeace, responsável pela eco-visão que norteia o evento, jovens e DJs reuniram-se a indígenas, celebrando a proteção à natureza.

As três primeiras edições do Ecosystem ocorreram na Amazônia (Manaus) e a quarta, em Brasília. Esta é a primeira vez que o evento vai para São Paulo.

O Ecosystem 5.0 mantém a fórmula de misturar diversão e música a palestras sobre as diversas perspectivas de sustentabilidade. No comando das pick-ups, gente como o duo Air Liquide; Tc Izilam e DJ Wesnesday, além dos DJs brasileiros Soul Slinger e Bell Mesk.

Algumas das atividades do Ecosystem acontecem no espaço Matilha Cultural!, por ocasião do Setembro Verde. Dentre elas, uma mostra de filmes ambientais - com curadoria coletiva das ONGs e grupos envolvidos - e workshops com DJ G. Brown (Hip Hop), SPLURT (Reggae).

O clímax do Festival, a festa de encerramento, acontece no dia seis de setembro, na Casa das Caldeiras.

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26 de agosto de 2009

Maior Festival de Teatro de SP acontece na periferia

Amanhã começa o IV Festival Nacional de Teatro do Campo Limpo, bairro da periferia de São Paulo. E é justamente nesse bairro fortemente dividido, onde favelas e conjuntos populares ficam lado a lado com condomínios de classe média e média alta, que acontece o maior festival de teatro do Estado de São Paulo.

“É o maior festival do Estado de São Paulo”, garante Luciano Santiago, coordenador responsável pelo Festcal, em entrevista ao site Catraca Livre.

Santiago ainda afirma que as companhias que fazem parte do festival têm uma proposta de pesquisa continuada e “estão preocupados em saber como a obra apresentada chegará para as pessoas, por isso, estudam movimentos sociais, culturais e teatrais”.

Idealizado pela Trupe Artimanha e realizado pela primeira vez em 2006, com a participação de 11 grupos, o Festival vem crescendo ano a ano. Na quarta edição, apresentam-se 39 grupos de 15 cidades e seis estados brasileiros, além do distrito federal.

Completamente gratuito, o Festcal dura 12 dias (27 de agosto a 7 de setembro). As apresentações ocorrem em seis espaços distintos: os CEUs (Centros Educacionais Unificados) Casablanca, Paraisópolis e Cantos do Amanhecer; o Centro Cultural Monte Azul; o Espaço Artemanha de Teatro e a Praça do Campo Limpo, onde acontece a mostra de teatro de rua (5, 6 e 7 de setembro).

Além das apresentações, a programação do Festcal também inclui oficinas e debates.

Em 2009, a novidade do Festival são os “Encontrões Noturnos”, um momento para conhecer trabalhos em processo de experimentação, performances e cenas curtas. Nove coletivos participam dos Encontrões, que são realizados no Espaço Artemanha de Teatro, sempre às 23h.

Nos dias de encerramento (6 e 7 de setembro), as noites terminam com a apresentação de poetas no Sarau Exepedición Dondes Miras e de dois grupos musicais da região: Velha Guarda do Helga e a Banda Preto Soul.

(foto: divulgação)

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